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23/07/2013

Abate Kosher e Halal tem diferença?

Gente, estou publicando porque queria saber se alguém tem informação sobre esta diferença .... P´ra mim, é tudo nojento do mesmo jeito.....
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Camelo sendo morto pelo método HALAL do Islam (foto de vídeo do youtube)

Kosher - exige que o animal seja abatido rapidamente e de forma humana, proibindo estritamente cruéis métodos lentos como estrangulamento.

Halal - exige que o animal seja sangrado em agonia.

Kosher - exige que o sangue seja drenado de forma limpa a partir da *carcaça do animal* sacrificado, removendo toxinas libertadas a partir de células no

12/09/2013

O caparot dos judeus em SP será hoje.... galos e frangos se preparem.... Jesus me abana!!!!!!

Galera, o do Rio foi no domingo passado conforme publicamos e amiga leitora nos informou que o Caparot em São Paulo acontecerá hoje, neste endereço. Veja as informações. O site é http://www.chabadbrooklin.com.br/.

"Beit Chabad Brooklin • R. Guararapes, 909 • S. Paulo, SP - O horário: das 19 às 22hs - Preço 30,00 - Os pedidos devem ser feitos até 10/09 - Reserve seu galo com antecedência - O sheshitá será feito no local. "

Agora, fuçando sobre o que era "sheishitá", achei esta foto que contradiz tudo que comentaristas judeus fizeram em nossa postagem a respeito do abate kosher ou halal serem indolores... Vejam a pobre da ave nas mãos do moço que parece estar rezando... Jesus, tenha pena de nós!!!! Que ironia dos dizeres não? "perdoar e ser perdoado" ... isto metendo a faca na garganta de num monte de VIDAS dos frangos, galos, sei lá..... Ah, a foto é do ano passado, tá?


Para terminar, veja este rápido vídeo mostrando o quanto a morte dos animais é "é indolor e

18/07/2016

Lançada empresa israelense de carne vegana

Amei a notícia!!!!!! que maravilha!!!!!
Fonte: Haaretz
Colaboração: Helô Arruda
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Os fundadores de uma startup de tecnologia alimentar israelita querem aproveitar a carne sem culpa - na verdade, sem o animal.
A SuperMeat, que foi lançada em dezembro e começou uma campanha de arrecadação on-line na segunda-feira, está  desenvolvendo por um método de bioengenharia a "carne cultivada" a partir de células de animais. Seu slogan: "A carne real, sem sofrimento animal."  

Imagine um peito de frango sem a galinha, desenvolvido em uma máquina a partir de células retiradas de uma ave viva e cultivadas em um estoque rico em nutrientes. A empresa ganhou destaque em Israel com o marketing esperto, o apoio de celebridades e cobertura da mídia. A conscientização

18/11/2017

Passageira será indenizada por falta de alimentação kosher durante voo

Leitor Fernando nos mandou esta noticia ontem e daí ficamos pensando que isto abre um precedente para que possamos exigir comida vegana durante os voos, né mesmo? Ora se até MacDonald Kosher já existe, porque não vegano? ou já tem e eu não sei? Repara que a indenização foi por danos morais.... Gente horrorosa esta que mata bichos degolando sem ao menos insensibilizar....

06/04/2017

Bélgica quer proibir os abates religiosos halal e kosher

Vista-se
A matéria não incluiu a Polônia que, também, já proibiu o abate kosher e halal. Confira AQUI.
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BRUXELAS (Reuters) - As comunidades muçulmana e judaica da Flandres criticaram uma proposta da região belga de proibir o abate sem controle dos pequenos animais, que, segundo eles, violariam suas regras para o ritual de morte.

Sob o projeto de lei, animais como ovelhas e aves de capoeira terão que ser atordoado eletricamente antes de ser morto, o que a maioria dos defensores dos direitos dos animais dizem que é mais humano do que os rituais islâmicos halal e judeu kosher. Ambos exigem que os açougueiros rapidamente matem o animal, cortando sua garganta e drenando o sangue.

"O assassinato não está desatualizado", disse Ben Weyts, ministro regional do bem-estar dos animais, em um comunicado. "Em uma sociedade civilizada, é nosso dever evitar o sofrimento animal quando possível."

O projeto de lei tem amplo apoio na região predominantemente católica, e a oposição das minorias religiosas da Flandres ilustra as dificuldades enfrentadas por alguns países europeus, que lutam para integrar as populações imigrantes.

A questão poderia jogar com um público mais amplo, incluindo políticos de direita e defensores dos direitos dos animais, que geralmente apoiam a legislação.

Para os animais de porte grande, a lei proposta exige que animais como o gado sejam atordoados imediatamente depois que suas gargantas forem cortadas durante o ritual de abate.

A comunidade muçulmana da Bélgica afirmou que seu conselho religioso já expressou sua oposição ao assassinato atordoado e que não houve nenhuma mudança em sua postura desde então.

"Os muçulmanos estão preocupados se podem comer comida halal ... de acordo com seus ritos religiosos e crenças", disse o Executivo Muçulmano Belga.

A comunidade judaica flamenga disse que estava estudando a proposta e que a matança assombrada não estava de acordo com as leis religiosas judaicas.

Embora a lei proposta se aplicasse apenas à região de língua neerlandesa da Flandres, no norte da Bélgica, outras regiões belgas estão a planear movimentos semelhantes.

Países como a Dinamarca, a Suíça e a Nova Zelândia já proíbem o abate sem atordoamento. (Reportagem de Robert-Jan Bartunek, reportagem adicional de Tom Heneghan, edição de Richard Lough)

Fonte: Daily Mail
Tradução livre do Google para "O Grito do Bicho"

05/09/2013

Papa está preocupado com a proibição do abate kosher de animais na Polónia

A notícia é de uma mídia portuguesa e, sinceramente, gente, não gostei desta "preocupação" do Papa a respeito de tamanha crueldade embutida nos tais abate kosher e halal (diga-se todos os abates, claro). Publicamos aqui sobre a proibição destes abates na Polônia que foi uma grande vitória da proteção animal de lá. Veja só: Proibição de abate “kosher” inflama relações entre Polónia e Israel . Agora, o que o Papa tinha que meter o bedelho? sei não.... foi um sinal de alerta que me provocou ENORME MAL ESTAR!!!!!! Se bem que ele pode ter, apenas, recebido as reclamações e ter feito um "mis-en-cene", que seria bem normal, né? A conferir....

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Presidente do Congresso Mundial Judaico
oferece um presente ao Papa Francisco
Depois de um encontro com responsáveis judaicos, Francisco encarregou o Cardeal Kurt Koch de averiguar a situação na Polónia, onde a Igreja tem muita influência.

O Papa Francisco mostrou-se pessoalmente preocupado pela recente proibição do abate de animais segundo as tradições religiosas, na Polónia, que põe em causa a liberdade religiosa de judeus e muçulmanos naquele país. 

Numa reunião com representantes do Congresso Mundial Judaico (CMJ), que decorreu, na passada segunda-feira, no Vaticano, o Papa ouviu com atenção as queixas do presidente da organuzação, Ronald Lauder, e, segundo Lauder, pediu

10/11/2011

ANIMAIS NA RELIGIÃO: ABATES HALAL E KOSHER

A ONG Igualdad Animal distribuiu em seu boletim as notícias de como foi o Eid al-Adha na Espanha. 6000 cordeiros foram sacrificados!!!! e reparem nos vídeos que estão publicados no site desta ONG e outros que estão rodando pela internet, que a coisa é feita na frente de crianças pequenininhas....

Em um destes vídeos vemos uma mulher obrigando a criança a olhar a hora do corte da jugular do animal ... desde cedo, aprendem a torturar o animal... é, porque através das imagens podemos ter a certeza que o ritual provoca imenso sofrimento ao animal... e todos se deliciam com isto.... analisem as imagens...

Ah, não posso xingar ninguém porque iria ferir a Lei Brasileira do Deputado Caó que considera isto desrespeito....Eu até seria presa. Seria violação da liberdade religiosa. Então, por este motivo, não posso falar o que penso....

Como falei ontem, a coisa em última análise, virou espetáculo, televisado e postado nos youtubes da vida... tem centenas de vídeos... e é bom ser mostrado para que não paire dúvidas. Repare nesta foto o cinegrafista ao fundo e a platéia de crianças. Cliquem na imagem para entrar no site do "Igualdad Animal" que fez um belo trabalho de coleta de material.


Como meu dever de ofício é educação (educar é fazer pensar), estou publicando a contradição. Alguém está errado e as imagens nos mostram uma verdade que muita gente não quer reconhecer. Uma leitora nossa (do Brasil) que é casada com um mulçumano nos encaminhou um material que, segundo ela, foi retirado do site ISLAM - BR que é o Portal dos Mulçumanos na América. Leiam clicando
O ABATE ISLÂMICO É CRUEL?

Paralelamente lemos a notícia que a Holanda discute proibição dos abates Halal e Kosher que são realizados na mesma maneira. LEIA AQUI

Em 1994 publiquei no Manual do Fala Bicho a questão do abate Kosher (judaísmo) depois que conheci um rabino e ele me garantiu que o animal não sofria ao ser abatido. Entretanto, nunca me deixou ver. Este abate é o único permitido pelos judeus se ele quiser comer carne e você poderá ler o texto de como ele é feito CLICANDO AQUI .

A PETA andou denunciando abatedouros como o AgriProcessors, especializado neste abate. Não obteve sucesso mesmo com as terríveis imagens obtidas por seu informante secreto. Desde 2007 rola uma campanha "Pelo fim do abate KASHER". CLIQUE PARA LER

Já o Halal , com as mesmas características, é usado, também, comercialmente e para rituais como o do Eid al-Adha. Existe um site bem informativo a respeito sobre a alimentação usada pelos mulçumanos. Só que este abate é cheio de regras, e pelo que se vê, mundo afora, este abate promove enorme sofrimento aos animais, apesar das afirmativas contrárias. Mas, acho que vale a pena conhecer este site para entendermos melhor como funcionam as leis islâmicas. CLIQUE AQUI . Não deixem de ler "O que é Haram" e "Halal no Brasil". Achei muito informativo.

29/10/2017

PARTICIPEM: Campanha contra Exportação de Gado Vivo no Brasil

Em nosso blog vimos alertando à proteção animal do Brasil o drama dos animais transportados em navios que geralmente vão para Turquia, Egito e Líbano (oriente médio). Estes países compram os animais vivos porque matam os animais pelo método halal e kosher quando eles não podem ser atordoado. Ele é degolado seguindo preceitos religiosos judeus e muçulmanos. Algumas ONGs internacionais denunciam

06/09/2013

Judeus ortodoxos fazem rituais com animais aqui no Rio no próximo domingo - Caparot

A excelente reportagem do "New York Times" mostra em Nova York o costume do Caparot, em que judeus ortodoxos, na véspera do Yom Kipur, fazem uma prece girando um frango sobre a cabeça para depois matá-lo levando seus "pecados". A matéria é de 2011, mas, está bem esclarecedora para que não conhece.

UOL Notícias - 02/11/12

No Clube Hebraica, aqui no Rio, haverá este ritual no próximo domingo. Eu confirmei. Clique na setinha para ouvir a gravação que fiz com alguém que trabalha na portaria do Clube.

OUÇA A ENTREVISTA CLICANDO NA IMAGEM


Soube, por informações, que aqui no Rio fazem em clubes por conta da proteção animal. Fui avisada do dia/local do ritual por uma leitora assídua que, apesar de judia, não concorda com esta nojeira. Se alguém se propor a ir comigo  para tentarmos filmar, mande um e-mail direto, ok?

Este vídeo abaixo mostra que em vários locais do mundo, o ritual é praticado em ruas abertas,,, sem problema nenhum.... Jesus amado, me arrepia a alma porque acho que vou morrer vendo estas coisas.... o cara acha que todos os seus pecados vão para o frango e que ele ao morrer levaria tudo isto.... 

Isto é coisa do capeta, só pode!!!! E sem este papo que tenho que respeitar os costumes.... ora, se fizessem com eles mesmos, eu ficaria calada, mas, fazer com aqueles seres que tanto amamos, eu BERRO SIM!!!! Se não respeitam a vida animal que respeitem os meus sentimentos de dor ao ver tamanha besteirada em nome de "suposições".... ah, vão se catar!!!!! porque não se livram dos seus pecados cortando um braço fora, uma orelha, ou outra parte do corpo? aí eu ia acreditar que estariam arrependidos.... NOJO!!!!!!



Algumas publicações nossas a respeito do abate:
Abate Kosher e Halal tem diferença?
ANIMAIS NA RELIGIÃO: ABATES HALAL E KOSHER
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NOTA DA REDATORA:
Srs. e Sras. que estão me enchendo a paciência porque fiz esta postagem, NÃO INSISTAM. Não publicamos ofensas, palavrões e inverdades. Se são judeus ou judias convictas saberão que em todos os lugares do mundo, aqueles que lutam pelos direitos dos animais, serão sempre contra qualquer ritual religioso que use animais. Aliás, no primeiro vídeo, está bem caracterizado nosso movimento. REPITO PELA ÚLTIMA VEZ: Não temos nada contra qualquer religião, apenas, não admitimos o desrespeito pela vida animal. E stop.

17/07/2013

Proibição de abate “kosher” inflama relações entre Polónia e Israel

Galera, uma vitória memorável da proteção animal da Polônia!!!! Será que vamos conseguir isto aqui no Brasil? eu acho que não vou estar viva na ocasião.... Quem estiver, por favor, tome um bom gole de champanhe por mim!!!!!
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Euronews - 16/07/13

A Polónia encontra-se à beira de uma crise diplomática com Israel depois do parlamento de Varsóvia ter apoiado, na sexta-feira, a proibição do ritual de abate de animais praticado por judeus e muçulmanos.

A decisão da maioria dos deputados, apoiada pelas organizações de defesa dos direitos dos animais, reabre feridas do passado, num país que foi palco do

01/12/2017

Vaca ataca seu carrasco - Paquistão

Lamentavelmente, a pobre vaca não conseguiu fazer um bom serviço... devia ter atingido o infeliz de verdade e com mais vontade.... teria sido muito bom saber que ela morreu, mas, carregou o nojento com ela.... Lembrando que é o abate kosher e é o praticado pelos muçulmanos.... nojo...
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Terrível susto que levou um homem que se preparava para

23/09/2017

Mapa incentiva debate sobre boas práticas de transporte marítimo de bovinos

Como se adiantasse para estes animais que são transportados via marítima o "bom" transporte se ao chegarem ao destino viverão um sofrimento inenarrável. Geralmente são vendidos para países que os matam usando o método kosher ou kalal e que não tem nem um matadouro decente. Meu Deus do Céu!!!!! a gente fica sem saber o que fazer....Tinha que proibir a exportação de gado vivo, mas, como conseguir isto?
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O transporte marítimo de animais vivos do Brasil para o exterior tem quatro grandes desafios: a implantação de um relatório de bordo, com o registro de todas as ocorrências durante as viagens; o estabelecimento de critérios de construção dos embarcadouros ? respeitando itens como a inclinação correta das rampas de embarque, piso antiderrapante e laterais dos bretes fechadas;

12/07/2017

Uruguai exportou 96.891 bovinos vivos no primeiro semestre do ano

Gente de Deus!!!!! precisamos lutar contra isto... O mercado é Egito e Israel que não compram animais mortos por causa dos malditos abates chamados Halal e kosher (judeus e muçulmanos). Que Deus se apiede deses pobre animais que passarão um bom tempo no mar até encarar o momento trágico..... 
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O volume de exportação de gado vivo do Uruguai vinha em um ritmo lento, mas nos últimos meses registou uma recuperação e no primeiro semestre de 2017 fechou com 96.891 cabeças exportadas, principalmente para a Turquia. Somente em junho 24.775 gados foram vendidos em duas remessas, um de 12.814 cabeças e outra de 11.961, de acordo com o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP).

O volume de exportações no primeiro semestre deste ano foi 11,4% inferior ao mesmo período do ano passado, mas 26,6% superior ao de 2015. Praticamente todos os animais exportados vivos foram enviados para a Turquia. Dos 96.891 gado exportados, apenas 65 foram enviados para outro destino: Brasil.

O Egito reabriu seu mercado para o gado do Uruguai após a visita oficial do presidente Tabaré Vázquez, acompanhado por uma delegação que integrou também o presidente da União de Exportadores de Gado, Alejandro Dutra e pelo presidente da Associação Rural do Uruguai, Pablo Zerbino.

Os operadores das empresas salientou a importância de ter um mercado alternativo e não confiar apenas na Turquia, mas para voltar aos negócios com o Egito não será tão fácil, não só porque o país paga preços mais baixos do que a Turquia, mas principalmente porque não paga em dólares, mas em sua própria moeda e, dada a instabilidade política naquele país, isso pode ser um risco importante.

FONTE: beefpoint

11/07/2017

Hajis e Kikes se unem para defender os direitos de mutilar genitais e animais da tortura

Fiquei impressionada! judeus e muçulmanos conseguiram esta reunião na Holanda para reafirmarem seu direito de mutilar e torturar alegando que quem pensa diferente é racista..... Barbaridade!!!! 

Quando me imagino no meio de gente tão fanática que ultrapassa a loucura, fico achando que vivemos numa era pré-histórica...... Deus meu!!!! que gente é esta? 

Só para esclarecer que o título faz parte da matéria. No Google diz que "hajis"  é um termo depreciativo para um muçulmano e "kikes" para um judeu. Outra coisa: pelo amor da Santa Madona, não me venham policiar não, tá? eu hein....
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Nós temos hordas de repugnantes e desertas pessoas do deserto vindos contra nós. E, embora dois grupos dessas pessoas do deserto afirmem se odiar um ao outro, parece que eles não têm problemas para se aliarem contra nós quando se trata de defender seu "direito" de fazer coisas como mutilar os órgãos genitais de infantes e animais de tortura - em nossos países .

Diz o JTA :
Um porta-voz da maior agência intergovernamental da Europa assegurou aos judeus e muçulmanos em Amsterdã que tentam limitar os costumes religiosos como o abate de kosher e a circuncisão, que são formas de "intolerância e discriminação".

Ilan Cohn, da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa, ou a OSCE, fez a afirmação no final de uma mesa redonda de dois dias sobre a circuncisão não médica de menores, o abate ritual de animais e outros costumes religiosos organizada nesta semana na capital holandesa onde se reuniram judeus europeus, muçulmanos e ativistas anti-racismo.

Consideraram "Anti-racista"  uma palavra-chave para aqueles contra a "mutilação pró-genital e tortura pró-animal".

Dezenas de líderes comunitários judeus e muçulmanos, bem como ativistas anti-racistas, participaram do evento terça-feira e quarta-feira - numa das maiores reuniões conjuntas entre judeus e muçulmanos sobre essas questões na Europa .

"Diversas comunidades devem se unir diante da intolerância e da discriminação", disse Cohn, gerente de projeto no Escritório de Instituições Democráticas e Direitos Humanos da OSCE, em um comunicado sobre a reunião.

Entre os participantes estavam o rabino Andrew Baker, o representante pessoal do presidente da OSCE em matéria de combate ao anti-semitismo; Bülent Şenay, seu homólogo da OSCE para combater a intolerância e a discriminação contra os muçulmanos, e Joel Rubinfeld, o presidente da Liga Belga Contra o Antisemitismo, ou LBCA.

O escritório de Cohn disse que a cúpula forneceu uma "oportunidade para líderes da comunidade judaica e muçulmana aprenderem como construir coalizões de advocacia nacionais sustentáveis ​​que promovam a tolerância e a não discriminação".

O evento incluiu sessões de trabalho que incluíam estudos de caso e troca de informações sobre o status das liberdades religiosas em países europeus e iniciativas para limitá-los.

Nos últimos anos, um número crescente de governos e parlamentos europeus introduziu legislação e regulamentos que limitam os costumes religiosos, e particularmente a circuncisão não médica e o abate ritual de animais, que são realizados por muçulmanos e judeus.

Em 2012, um tribunal na Alemanha decidiu que a circuncisão não médica de meninos menores de 18 anos constituía uma violação dos seus direitos, provocando várias proibições, que foram finalmente levantadas. Este ano, as três regiões da Bélgica introduziram regulamentos que proíbem várias técnicas de abate ritual de animais realizados por judeus e muçulmanos.  Essas proibições são apoiadas por liberais que dizem que as práticas são cruéis, bem como por nacionalistas que as vêem como uma importação estrangeira para sociedades predominantemente cristãs.

Você precisa se perguntar de que tipos de pessoas você está lidando com quem quer mutilar os órgãos genitais dos bebês e torturar animais e, em seguida, explodir e acusá-lo de ódio pela cor da pele assim que você for questionar costumes tão bárbaros e violentos.

Provavelmente, se você tem problemas com essas pessoas, eles são problemas que vão além da cor de sua pele. Especialmente porque temos a questão de que a maioria dos judeus na Europa tem pele pálida. Entre outras coisas, precisamos de uma nova e mais razoável definição de "racismo".

Fonte: DailyStormer
Tradução livre do Google para "O Grito do Bicho"

03/07/2017

Emenda da vaquejada abre nova autorização legal para abate religioso

Gente, olha o prejuízo.... 
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Menos de um ano depois de o Supremo Tribunal Federal julgar inconstitucional uma lei cearense que regulamentava a vaquejada, o Congresso Nacional acaba de promulgar uma emenda constitucional liberando práticas desportivas com utilização de animais.

No último dia 6 de junho entrou em vigor a EC 96, acrescentando § 7º ao art. 225 da Constituição Federal, com a seguinte redação:

“Para fins do disposto na parte final do inciso VII do § 1º deste artigo, não se consideram cruéis as práticas desportivas que utilizem animais, desde que sejam manifestações culturais, conforme o § 1º do art. 215 desta Constituição Federal, registradas como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro, devendo ser regulamentadas por lei específica que assegure o bem-estar dos animais envolvidos”.

Vale lembrar que, no julgamento da ADI 4.983, em outubro de 2016, tendo como relator o ministro Marco Aurélio, o Plenário do STF deliberou por seis votos a cinco que a vaquejada implicava tortura e maus-tratos aos animais porquanto acarreta fraturas nas patas dos bois, rompimento do rabo, ruptura de ligamentos, vasos sanguíneos e inclusive da medula óssea.

Passados oito meses desse julgamento entra em vigor a EC 96 determinando que, se forem manifestações culturais, populares, indígenas, afro-brasileiras ou de outros grupos étnicos, as práticas desportivas que utilizem animais não podem ser consideradas cruéis.

Embora prática desportiva não se confunda com liturgia ou dogma religioso, a Constituição Federal considera ambas como manifestações culturais, o que traz à baila a questão do abate religioso de animais, a ser enfrentada em breve pelo STF no julgamento do RE 494.601.

Vale lembrar que na vaquejada o boi é enclausurado, açoitado, instigado a correr e tem sua cauda retorcida até cair. Por esse ângulo, a prática da vaquejada não tem absolutamente nada a ver com abate religioso de animais, um preceito alimentar e litúrgico adotado por judeus, muçulmanos e candomblecistas, regulamentado pelo Decreto federal 30.691/1952, por normativas do Ministério da Agricultura e decretos estaduais.

A técnica da degola, comum no judaísmo, no islamismo e nas religiões afro-brasileiras, é catalogada pelo Ministério da Agricultura como método humanitário porquanto provoca morte instantânea, reduz a dor ao patamar mínimo e evita sofrimento desnecessário.

O direito à alimentação kosher (judaica) e halal (islâmica) tem sido ratificado por reiterados julgamentos do Tribunal de Justiça de São Paulo, nos quais companhias aéreas foram condenadas a indenizar passageiros que solicitaram previamente dieta religiosa e foram negligenciados pelos transportadores.

Do ângulo econômico, atualmente o Inmetro/Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior investe na criação de um Selo Halal para que o Brasil amplie negócios com o cobiçado mercado alimentício muçulmano, lembrando que em 2015 as certificações halal movimentaram 1 trilhão de dólares.

Inobstante sua dimensão dietética e econômica, o abate religioso constitui também um preceito litúrgico referido já no Antigo Testamento, visto que o terceiro livro do Pentateuco, Levítico, faz inúmeras alusões ao abate de animais.

Na Kaparot, ritual judaico realizado nas vésperas do Yom Kipur, “Dia do Perdão”, um homem apanha um galo ou, sendo mulher, uma galinha, e passam o animal nove vezes sobre a cabeça recitando a prece “bracha bnei adam – Seja esta minha expiação”. Em seguida entregam o animal ao shochet - sacerdote responsável pelo abate.

Já os muçulmanos celebram a Eid al-Adha, Festa do Sacrifício, cerimônia islâmica realizada no 10º dia do último mês do calendário islâmico, no fim da hajj (peregrinação à Meca): são sacrificados um carneiro, camelo, cabra ou boi, em memória da submissão do Profeta Ibrahim (Abraão) a Alá.

De seu turno, as religiões afro-brasileiras celebram o Etutu (ritual de oferendas) em observância ao itan (preceito) de Orunmila-Ifá denominado ebo riru (sacrifício), sendo que o alimento resultante do abate, o apeje ou sara é consumido pelos fieis como também pela comunidade que circunda os templos.

Acolhendo esses argumentos, no último dia 17 de maio o Tribunal de Justiça de São Paulo declarou a inconstitucionalidade de lei do município de Cotia que pretendia punir o abate religioso de animais com multas de até R$ 704.

Diz um conhecido brocardo jurídico que “quem pode o mais, pode o menos”. Isso significa que, se a Constituição Federal admite práticas desportivas com utilização de animais, com muito mais razão deve admitir o abate religioso – que provoca morte instantânea e com o mínimo de dor.

Por esse ângulo é possível afirmar que o julgamento do abate religioso terá pouca ou nenhuma relação com o julgamento da vaquejada, com o detalhe de que a EC 96 representa um novo e induvidoso permissivo constitucional para o abate religioso de animais.

FONTE: conjur

15/05/2017

Petição contra o transporte marítimo de animais reúne mais de 2.500 assinaturas

Nossos companheiros de Portugal estão fazendo o seu dever de casa.... E nós, brasileiros, quando faremos o nosso? O Brasil exporta animais vivos para estes países muçulmanos e outros, também. Acompanhem tudo pelo Facebook da PATAV e assinem a Petição AQUI.
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Petição foi lançada pela Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos. As viagens marítimas de vacas e ovelhas vivas têm frequentemente uma duração superior à definida por lei, chegando os animais ao seu destino em grande sofrimento.

Vacas a serem transportadas vivas
Desde 2015 que Portugal começou a fazer transporte marítimo de animais vivos para o Norte de África e Médio Oriente. Os animais são transportados em condições deploráveis, muitas vezes não respeitando a lei. A bióloga Inês Dias faz parte da Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos (PATAV), um movimento cívico que luta pela sua abolição. 

Inês afirma ao esquerda.net que "nós sabemos que muitas vezes a lei não é cumprida, que estes animais passam por muito stress, por dor, são agredidos, e achamos que não há qualquer necessidade de eles fazerem este transporte que por lei deveria demorar, era suposto demorar seis dias mas normalmente o que acontece é demorar muito mais tempo, sabemos de casos em que que demoraram vinte e tal dias, praticamente um mês". 

A PATAV tem vários vídeos que mostram que os animais, não só no transporte mas também ao serem transferidos dos camiões para os navios, são muitas vezes agredidos, estão presos pelas patas e fazem a viagem num espaço muito confinado. "Supostamente deveria ser-lhes dado alimento e água suficiente, mas também existem muitos relatos que mostram que estes animais chegam desidratados e com fome. Todo este transporte é muito mau do ponto de vista do bem estar animal", sublinha Inês.

Quando chegam ao destino, os animais são sujeitos a rituais kosher e halal, nos quais todo o sangue lhes é drenado, com um golpe no pescoço enquanto estão vivos e conscientes. No ano passado, segundo a Israel Against Life Shipments, foram enviados para Israel a partir do porto de Setúbal e de Sines mais de 44 mil bezerros e de 23 mil cordeiros.

"Nada justifica que estes animais sejam transportados nestas condições e é um negócio que está a crescer agora e, portanto, tem de ser travado agora", prossegue a ativista. A PATAV lançou uma petição pela abolição do transporte de animais vivos para países fora da União Europeia (que pode ser assinada aqui (link is external)), que já conta com mais de 2.500 assinaturas e que os ativistas esperam que seja discutida na Assembleia da República. Além disso, a Plataforma planeia várias ações de sensibilização que podem ser acompanhadas no seu facebook (link is external), está a promover várias reuniões com estruturas oficiais e da sociedade civil para expandir a campanha e pediu uma reunião à Direção Geral de Veterinária, até agora sem resposta.

Fonte: Esquerda Net - Portugal

14/05/2017

Bélgica e Brasil discutem formas de abate religioso de animais.... Que nojo!

Coloquei estas duas matérias numa mesma postagem para que possamos avaliar o quanto se torna difícil nosso trabalho de por um fim à  tamanha crueldade. São mortes sem atordoamento onde o animal acompanha todo terror que envolve seu sacrifício ao vivo e a cores. Ambos por motivos religiosos. Não posso respeitar nenhum ritual que faz animais e humanos que os amam sofrerem.... Isto não é coisa de Deus seja que nome cada religião dê à Ele!!!!

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Sul da Bélgica discute veto ao abate religioso de animais
O comitê de meio ambiente do Parlamento da Valônia, que é a região flamenga do total das três que compõem a Bélgica, aprovou por unanimidade veto ao abate de animais para produção de carne aos consumidores muçulmanos e judeus.

A proibição se deve ao fato de os animais serem mortos com dor e sem atordoamento, diferentemente, portanto, do que ocorre com os demais abates.

“Kosher” e “halal” são os nomes do preparo de alimentos para judeus e muçulmanos, respectivamente, de acordo com a tradição religiosa. No caso do abate, o animal é morto com um corte em sua garganta, havendo em seguida a drenagem do sangue.

A decisão do comitê do meio ambiente tem ainda de ser apreciada pelo plenário do Parlamento da Valônia (no sul da Bélgica), para ser aprovada ou não. O Parlamento da Valônia, que fica no Sul da Bélgica, está sendo fortemente pressionado por judeus e muçulmanos, que alegam que são vítimas de perseguição religiosa. Dinamarca, Suíça e Nova Zelândia já proibiram o abate sem o atordoamento dos animais.

FONTE: paulopes

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Terreiros encaminham ação ao STF contra proibição de abate de animais em rituais
O diretor do Ipac se comprometeu a elaborar uma nota técnica em defesa do abate religioso que será enviada ao Supremo
Foi realizada na noite de ontem (11) no Museu de Arte da Bahia (MAB) a Reunião em Defesa dos Povos de Terreiro.

No encontro, que contou com a presença de representantes de mais de 20 casas da Bahia e outros estados, membros do Movimento Negro e do diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), João Carlos Cruz de Oliveira, foi apresentada a ação movida pela Comissão de Preservação e Salvaguarda dos Terreiros Tombados contra o processo que, há 11 anos, tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e tenta proibir o abate de animais em rituais religiosos de matrizes africanas.

Representante do Ilê Axé Opó Afonjá e membro da Comissão de Preservação e Salvaguarda, Osvaldo Pita disse que a assinatura desse documento é de grande importância para a afirmação das religiões afro-brasileiras. "É preciso combate o preconceito e defender os nossos mitos e ritos", afirmou. Após ser assinado pelas lideranças religiosas, a ação será encaminhada à presidente do STF, a ministra Cármen Lúcia.

De acordo com o advogado Hedio Silva Júnior, que representa os terreiros, a crítica que se tem feito ao abate de animais em rituais das religiões de matrizes africanas se dá mais pelo racismo do que propriamente pela preocupação com o bem estar desses animais. "O número de cabeças de gado no Brasil é superior ao de brasileiros. Segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil abate por segundo um boi, um porco e 180 frangos. Se o abate é comercial, não há problema, mas se o abate é religiso, sim", afirmou Silva.

Em sua apresentação, o advogado explicou ainda que o abate religioso não é uma exclusividade do Candomblé. Judeus e muçulmanos também utilzam técnicas próprias das suas religiões para sacrificar animais para fins comerciais e litúrgicos, inclusive no Brasil, mas isso não tem sido objeto de crítica. "Um senhor judeu despacha uma galinha nove vezes sobre a cabeça, recita uma prece e entrega o animal para o abate", explicou.

Ainda segundo Silva, a forma de abate realizada nos terreiros é considerada humanitária pela Declaração Universal dos Direitos dos Animais. "No método de abate feito por judeus, muçulmanos e pelas religiões afro-brasileiras, que é o método da degola, o animal leva dois segundos para atingir o estado de inconsciência, de maneira que a legislação europeia cataloga o abate religioso como uma das modalidades de abate humanitário, logo, está de acordo com a Declaração Universal dos Direitos dos Animais", disse.

Ipac e Iphan produzirão nota técnica
Segundo o diretor do Ipac João Carlos de Oliveira há o risco de constituir uma inconstitucionalidade caso seja aprovado pelo STF a proibição do abate de animais em cultos de matrizes afro. "Se existe uma Lei que permite a preservação do patrimônio cultural brasileiro e essa legislação está diretamente ligada à preservação do culto, não pode existir outra lei transversal que não permita que se pratique o próprio instrumento da preservação", explicou.

Diante do impasse legal, Oliveira disse que no próximo dia 16 irá se reunir com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para que seja construída uma agenda política sobre o assunto. "Vamos construir nota técnica a partir do órgão estadual de patrimônio e a partir do órgão nacional de patrimônio no sentido de esclarecer ao Supremo Tribunal Federal o risco de se construir uma inconstitucionalidade". 

O diretor frisou ainda que há por parte dos órgão de patrimônio artístico a preocupação com o combate à intolerância religiosa. "É preciso saber que ao praticar preconceito religioso, se está praticando um crime", afirmou.

11/04/2017

A carne do futuro poderá ser 100% carne e 0% animal. Servido?

A matéria é espetacular..... imperdível!!!!! Pena que não vou alcançar isto..... Acho que ainda vai demorar uns 20 anos para se consolidar..... Deus queira!!!!!! 
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Uma nova onda de startups está reinventando o negócio bilionário da proteína, com promessa de mais sustentabilidade à mesa e livre de sofrimento animal

São Paulo – Se você se interessou por essa matéria, altas são as chances de: a) você ser um comedor “hardcore” de proteína animal; b) você ser um vegetariano ou ativista dos direitos dos animais; c) você ser uma pessoa atenta à alimentação, talvez um “flexitariano” em busca de hábitos mais balanceados à mesa (“nem só carne, nem só vegetal”), ou d) quem sabe apenas um curioso sobre inovações científicas preocupado com o futuro do planeta.

Independentemente da sua motivação, há uma microrrevolução em curso que pretende reinventar a produção e o consumo de proteína no mundo e, de quebra, agradar a todos os paladares. Sem matar, a carne do futuro poderá vir do laboratório, ao invés de fazendas e abatedouros.

Saca aquela picanha suculenta do churrasco ou aquelas almôndegas da macarronada de domingo? É o mesmo alimento, só que cultivado em um ambiente estéril e controlado, sem que nenhum animal tenha sido morto no processo, e sem os impactos ambientais comumente associados à agropecuária convencional.

Atentas às oportunidades de mercado, uma série de startups estão capitaneando essas inovações. Em março, a Memphis Meats, sediada em São Francisco, Califórnia, promoveu a degustação de suas primeiras tiras de frango e pato cultivadas em laboratório, apenas um ano depois de ter causado frisson com o lançamento das primeiras almôndegas “sem sofrimento”, em fevereiro de 2016.

Em Israel, onde 8% da população se diz vegetariana e 5% vegana (não comem carne, mas também evitam qualquer produto à base de animais, incluindo ovos, laticínios, mel e couro), a startup de biotecnologia Super Meat angariou, quase 230 mil dólares (cerca de 720 mil reais), no ano passado, em uma campanha de financiamento coletivo, o dobro do valor pleiteado para dar início ao seu projeto de cultura de carne de frango em laboratório.

O cofundador da startup, Koby Barak, ele próprio um vegano veterano e ativista dos direitos dos animais, afirmou que a carne cultivada da sua empresa será tanto kosher — preparada obedecendo aos requisitos da dieta judaica, que incluem a “não-crueldade” — e “vegan-friendly”.
Cultivando proteína animal

A ciência por trás desse processo já está bem avançada, graças à extensa pesquisa em engenharia de tecidos no campo médico. Ao invés de cultivar tecido humano para ser transplantado como um substituto para órgãos e partes do corpo doentes ou lesionadas, usa-se amostras de células para crescer gordura e músculo com fins alimentares.

Os especialistas da área dizem que o processo é indolor. Um pedaço de tecido menor que um grão de gergelim é retirado através de um pequeno procedimento de biópsia, sem que o animal sofra ou seja abatido. As células são então colocadas em uma solução com nutrientes químicos, onde vão crescer e se multiplicar, formando o mesmo tecido do animal.

Em agosto de 2013, o primeiro hambúrguer de cultura celular, criado pelo professor Mark Post na Universidade de Maastricht, na Holanda, foi preparado e degustado ao vivo em plena televisão inglesa. Dois anos depois, uma aceleradora investiu 50 mil dólares para que as pesquisas avançassem sobre um sistema completamente livre de animais, sem necessidade de usar soro fetal bovino para cultivar o hambúrguer, como Post fez no começo.


A expectativa é que os primeiros hambúrgueres da startup fundada pelo cientista, a Mosa Meats, cheguem aos supermercados em 2020, com sabores e texturas aos produtos convencionais e, principalmente, a preços competitivos.

Reduzir os custos envolvidos no processo é provavelmente o obstáculo mais crítico para a comercialização da carne de laboratório. Para colocar os desenvolvimentos dos últimos anos em perspectiva, o primeiro hambúrguer de Post custou 330 mil dólares para produzir, e em poucos anos, o custo caiu para pouco menos de 40 reais a unidade, um valor bem mais realista.

Atualmente, meio quilo de carne de frango da Memphis Meat não sai por menos de 9.000 dólares [sim, 9 mil dólares], mas esse custo está caindo rapidamente a cada novo lote, disse ao site Gizmodo Steve Myrick, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da empresa. A expectativa é de que, quando as carnes sem abate da marca chegarem às lojas até 2021, o custo coincidirá com o da carne regular encontrada hoje nos mercados.

“À medida que o número de empresas produtoras de carne vegetal e ‘limpa’ aumenta e as empresas crescem, as economias de escala rapidamente reduzirão os custos desses novos produtos. Eles se tornarão mais baratos do que a carne de base animal com rapidez”, diz a EXAME.com Bruce Friedrich.

Friedrich é fundador da New Crop Capital, fundo de investimento por trás do frango da Memphis Meat, e diretor executivo do The Good Food Institute (GFI), instituição que promove alternativas à carne convencional, ovos e produtos lácteos.

Segundo ele, dentro de algumas gerações, o abate de animais para alimentação será extremamente raro no mundo desenvolvido. No lugar, entraria em cena a “carne limpa”, termo cunhado para designar a proteína cultivada em laboratório.

Qualquer semelhança com o termo “energia limpa” não é mera coincidência, na medida em que comunica as principais características da tecnologia — tanto os benefícios ambientais como a diminuição dos agentes patogênicos e dos resíduos de fármacos aplicados na criação de animais em massa.

Só no ano passado, a New Crop Capital investiu 5 milhões de dólares nessa seara. Este ano, até agora, foram mais 1,6 milhão de dólares e, daqui para frente, a meta do fundo é investir ao menos 5 milhões de dólares por ano em novas startups.

Friedrich não está sozinho em seu otimismo sobre a carne high tech. O bilionário Bill Gates, da Microsoft, já investiu nesse mercado e Eric Schmidt, presidente executivo da Alphabet (empresa-mãe do Google), considera os substitutos da carne umas das mais importantes tendências tecnológicas do momento. Não é de se espantar que o Vale do Silício abrigue uma lista crescente de startups empolgadas com as possibilidades desse novo mercado.

A ascensão dos “sangrentos” hambúrgueres a base de vegetais

No jogo para expandir as fronteiras da fabricação de alimentos, as carnes cultivadas em laboratório não estão sozinhas. A ascensão dos “sangrentos” hambúrgueres a base de vegetais das empresas Beyond Meat e Impossible Foods é prova disso. Engana-se quem pensa que o mercado vegetariano e vegano é o público alvo.

O objetivo de ambas é produzir um alimento similar em gosto, aroma e textura às opções convencionais para conquistar especialmente os comedores de carne. Para atrair a atenção do consumidor, elas adotaram abordagens radicalmente diferentes.

A Beyond Meat está empenhada em entrar nas prateleiras dos supermercados —especialmente na seção de carnes — para ficar à vista de milhares de carrinhos de compras de clientes que provavelmente nunca viram ou procuraram um hambúrguer vegetal na vida.

Seu hambúrguer é praticamente indistinguível no visual e no sabor em relação à versão bovina, exceto por ser feito de proteína de ervilha, extrato de levedura e óleo de coco. Ah, e ele também sangra, mas o sangue é de beterraba.

Já a Impossible Foods está usando os meios de comunicação social e chefs famosos para chamar a atenção. “Hoje eu provei o futuro e ele é vegano: este hambúrguer é suculento, sangrento e tem textura real como a carne, delicioso e é muito melhor para o planeta”, escreveu o badalado chef nova-iorquino David Chang, fundador do Momofuku em um post no Facebook. “Eu realmente não consigo compreender seu impacto ainda…mas eu acho que isso pode mudar o jogo inteiro”, acrescentou.


A Impossible Foods diz que a produção de um de seus hambúrgueres exige apenas um quarto da água e 5 por cento da terra necessária para produzir um hambúrguer convencional, e que o processo emite apenas 13% dos gases de efeito estufa emitidos pela produção convencional.

Seu grande diferencial é o molho secreto, que contém uma substância natural chamada leghemoglobina, ou “heme” para abreviar. Heme é o que torna o sangue animal vermelho, e é encontrado em todos os seres vivos, incluindo plantas. A empresa é a primeira do ramo de alimentos a adicionar heme aos seus produtos veganos em um esforço para replicar o sabor, cor e aroma da carne animal.

Até agora, o “Impossible Burger” só é encontrado em oito restaurantes nos Estados Unidos, porém a empresa anunciou que pretende abrir 1.000 restaurantes da marca até o final do ano. Para isso, está abrindo uma fábrica para produzir pelo menos 500 toneladas de hambúrgueres de carne vegetal por mês.


O fim de um império ou sua reinvenção?

Além da tecnologia de ponta, o que une as novas startups de “carne limpa” e de proteína vegetal é a preocupação com o meio ambiente. Números conservadores da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) indicam que a agropecuária é responsável por 15% das emissões de carbono do mundo e uma das principais fontes de degradação da terra e da água.

Considerando que a demanda global por produtos pecuários deverá aumentar em 70% até 2050 para alimentar uma população estimada em 9,6 bilhões, dá para ter uma ideia de que a conta ambiental será desastrosa se mantidos os atuais padrões de produção e consumo.

Isso não significa que o fim da carne está próximo, mas a indústria global de proteína animal, que movimenta quase 700 bilhões de dólares por ano, vai precisar se diversificar, seja para se adequar aos limites planetários, seja para atender às novas demandas do consumidor. E o tabuleiro já começou a girar.

Em entrevista à rede americana Fox Business News no mês passado, Tom Hayes, CEO da Tyson Foods Inc., segunda maior processadora de carnes do mundo atrás apenas da brasileira JBS, afirmou que vê a proteína de origem vegetal como uma grande parte do futuro da indústria de alimentos. A empresa, que possui 5% das ações da Beyond Meat, lançou recentemente um fundo de capital de risco para investir 150 milhões de dólares em startups de alimentos que busquem proteínas alternativas.

Se depender dos consumidores, esse mercado promete esquentar. A demanda por substitutos de proteína animal é projetada para chegar a 5,9 bilhões de dólares até 2022, com uma taxa de crescimento anual composta de 6,6% a partir de 2016, de acordo com a empresa de pesquisa Markets and Markets.

É fácil digerir essa mudança. Nunca a proteína esteve tanto no centro das atenções como agora. Ela é fundamental para a saúde humana, mas a forma como a cultivamos e consumimos está colocando uma pesada pressão sobre a saúde do planeta e de nossos corpos.

Em grande medida, as inovações no setor de alimentos são uma tentativa de responder a uma das perguntas mais urgentes de nosso tempo: como é possível alimentar uma população que vai chegar a nove bilhões de pessoas em 2050 de maneira acessível, saudável e boa para o ambiente?


As respostas não são simples e uma coalizão única de empresas, acadêmicos, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais também está tentando encontrá-las através da iniciativa batizada de Protein Challenge 2040 (ou Desafio da Proteína 2040), orquestrada pela organização internacional sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento sustentável Forum For The Future.

Em entrevista a EXAME.com, Simon Billing, principal assessor de sustentabilidade em alimentos do Forum For The Future afirma que há uma desigualdade da distribuição e acesso à proteína no sistema alimentar global.

“Vivemos em um mundo onde mais de 50% de plantas de boa qualidade, como trigo e soja, é cultivada para alimentar animais, ao invés de ir diretamente para a mesa das pessoas. Enquanto isso, alguns comem mais proteína do que o necessário, enquanto outros enfrentam a desnutrição”, disse.

Segundo Billing, o que está em questão aqui não é a carne, mas as fontes de proteína como um todo.

“Existe uma cultura que associa proteína apenas a derivado animal, que acaba virando a estrela do prato. Mas existem outras fontes maravilhosas e diversas. As proteínas vegetais podem proporcionar uma ótima experiência à mesa, além de trazerem benefícios à saúde e ao Planeta. É urgente que a sustentabilidade e as questões da nutrição caminhem de mãos dadas e uma dieta mais balanceada é um caminho para isso”, defende.

A parte mais excitante de tudo isso é que, até o momento, nós só exploramos cerca de 8% das proteínas vegetais do mundo como potenciais substitutas da carne, segundo levantamento do Instituto Bill & Melinda Gate. ­­

Para Jade Perry, analista da área de inteligência da agência de publicidade multinacional J. Walter Thompson, as regras do jogo já foram dadas e que cabe às marcas de alimentos se inspirar nessas iniciativas e colocar a ética e a sustentabilidade na vanguarda do que fazem.

“Eles devem reconhecer que os valores em torno de alimentos estão mudando e que há um maior interesse em alternativas sem carne e sustentabilidade como um todo”, escreveu em um comunicado ao mercado.

Agradar a todos os paladares não será tarefa fácil, é verdade. “O comedor de carne é motivado em grande medida pelo preço, gosto e conveniência”, diz a EXAME.com Gustavo Guadagnini, representante no Brasil do The Good Food Institute. Um dos seus trabalhos é fazer com que as empresas brasileiras importem produtos de proteína alternativa.

“Há um desafio psicológico grande, muitos homens se sentem fragilizados quando dizem que não comem carne. A educação precisa mudar também, ensinar a comer de forma mais balanceada e melhor”, pontua.

O caminho para mudança de comportamento certamente será longo, mas sem dúvida é mais realista do que esperar que o mundo inteiro se torne vegetariano.

Quem sabe, à luz dos sinais de mudança, talvez seja possível encontrar um meio termo para preservar o churrasco da família, reduzir a pressão sobre o planeta, alimentar toda a galera em 2050 e ainda poupar a vida de 60 bilhões de animais abatidos anualmente.

Afinal, todo mundo tem o garfo e a faca nas mãos.

FONTE: exame.abril

21/03/2017

Brasil se assusta com carne que chega à mesa, mas fecha os olhos para forma do abate


A proteção animal do pais tinha que estar organizada para numa hora destas acender a luz na cabeça de muita gente..... 
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Operação Carne Fraca da Polícia Federal expõe qualidade da carne, mas ainda falta questionar como o animal chega à mesa

Enquanto a operação Carne Fraca assusta os brasileiros sobre a péssima qualidade da carne que chega a sua mesa, alguém questiona a forma como os animais são abatidos neste processo? Em geral, se a criação e o abate seguem ou não a Lei de Proteção Animal e se o gado sofre ou não maus-tratos não são preocupações que costumam passar pela cabeça dos consumidores.

No entanto, quando o tema é o abate de animais em rituais religiosos, as reclamações chegam até o Supremo Tribunal Federal. É na Corte que, sob a proteção de um crucifixo no plenário, os ministros vão decidir se o uso de animais em ritos de matriz africana viola a Constituição, que em seu artigo 225 coíbe a crueldade contra animais. Como a Carta também garante o livre exercício de cultos religiosos, a discussão reacende o debate sobrecerceamento de uma religião por parte do Estado.

“O que eu diria é que a opinião pública jamais associa o abate comercial a maus-tratos e a intolerância faz com que se associe o abate religioso ao sacrifício. Para acabar com o abate religioso, teria que acabar com qualquer tipo de abate”, comenta Hédio Silva Jr., jurista que participou de uma comitiva composta por representantes das religiões de matriz africana que levou ao ministro Marco Aurélio Mello – relator da ação – um parecer técnico para auxiliar no julgamento do caso.

O método utilizado no abate religioso é o da degola, catalogada pelo Ministério da Agricultura como método humanitário. De acordo com a Lei de Proteção Animal, não dar morte rápida, livre de sofrimento prolongado do animal cuja a morte é necessária para consumo ou não é o que caracteriza o mau-trato.

“No abate religioso, o animal não sofre maus-tratos. Nós sacralizamos o animal, e depois ele é consumido como alimento. A gente não faz sacrifício, quem sacrifica é a Friboi”, afirma o babalorixá Ivanir de Santos, que é interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. O abate faz parte de um preceito litúrgico do candomblé e de alguns segmentos da umbanda, que consomem parte da carne como alimento .

Ainda sem data para julgamento, a ação no STF diz respeito a uma ação direta de inconstitucionalidade apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. O texto pede a anulação de uma lei estadual que exime as religiões de matriz africana de processos por maus-tratos a animais e da proibição do sacrifício animal religioso.

A decisão, se entender que a lei gaúcha é inconstitucional, vai ferir o artigo Vda Constituição Federal, que garante a liberdade de crença e das cultos religiosos. Ela seria um retrocesso, um retorno ao tempo em que as religiões chamadas espíritas no Brasil – incluindo o Kardecismo – tinham seus cultos interrompidos pela polícia. Ou ainda, indo um pouco mais atrás, quando os escravos eram proibidos de cultuar seus orixás.

Em 1993, uma discussão semelhante chegou à Suprema Corte norte-americana. O abate religioso na Santeria (religião levada ao país por cubanos) tinha sido proibido na Flórida. Por lá, prevaleceu a Constituição e a tolerância religiosa.
Com a benção do agronegócio

Assim como as religiões de matriz africana, muçulmanos e judeus, naalimentação kosher (judaica) e halal (islâmica), seguem rituais de abate. A diferença é que, por aqui, quando se trata das outras duas religiões, a questão é vista com bons olhos e passa longe do STF.

Setores do agronegócio brasileiro até mesmo se especializaram no abate religioso para garantir o mercado de exportação para os países que seguem essas religiões. A Friboi é a maior exportadora de carne halal do país – os animais são abatidos por degola, com dizeres do alcorão e voltados para Meca. A BR Foods já tem 25% da sua produção voltada para o mercado islâmico – mesmo com denúncias de que a degola não é feita dentro dos preceitos da religião. Ambas são alvos da operação Carne Fraca.

Do mesmo lado, na bancada ruralista do Congresso, com a justificativa de proteger os rebanhos do agronegócio, o deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC) apresentou o projeto de lei 6268/16, que libera a caça de animais silvestres. O texto permite o abate de animais exóticos que possam ameaçar plantações ou o gado, além de prever a criação de reservas privadas para a prática de caça desportiva.

Também por pressão da bancada ruralista, mesmo após decisão desfavorável do STF, a PEC da Vaquejada foi aprovada e a prática passou a ser considerada patrimônio imaterial do Brasil. A emenda ainda pode ganhar um adendo que visa liberar a rinha de galo.

“Não há paralelo possível entre a vaquejada, onde o animal fica confinado e tem seu saco escrotal amarrado, com o abate religioso, onde não existe sofrimento. E na rinha de galo muito vezes o galo perdedor vem a falecer. Nestes casos não há dúvidas de maus-tratos”, afirma Hédio Silva Jr.

Ao que parece o conceito de maus-tratos é relativo. O Brasil estaria mesmo preocupado com os animais nos ritos de matriz africana?

FONTE: brasildefato

16/11/2016

Petições para assinar sem falta

Por favor,  se não quiser não veja o vídeo, mas, assine, pelo amor de Deus.... estes animais precisam ao menos de sua assinatura:

1 - Abate de vacas prenhas  - ONG L124 da França. O link vai direto para o formulário.


2 - Em julho 2016, testemunhas PETA e Anonymous dos Direitos dos Animais (Israel) viajaram para a América do Sul para expor um dos mais cruéis métodos de abate industrial de gado no mundo. Abate Kosher. CLIQUEM AQUI e o formulário é ao final. 

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