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6 de maio de 2017

Tartaruga é reabilitada e devolvida ao mar em SP

Quando eu vi pela primeira vez estas imagens fiquei muito impressionada..... demorei para esquecer....
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Após cinco meses em tratamento, a tartaruga cabeçuda (Caretta caretta) encontrada em Itanhaém, no litoral de São Paulo, depois de ter ingerido quase um metro de material de pesca, foi devolvida ao mar. O vídeo que mostra veterinários e biólogos retirando o petrecho da boca do animal repercutiu na internet, e chamou a atenção para o impacto das pessoas na natureza.

Em novembro de 2016, a tartaruga foi resgatada ao ser localizada debilitada por banhistas em uma praia de Itanhaém. Pesando aproximadamente 100 kg, as equipes tiveram dificuldades para transportá-la até a base de apoio na cidade e, posteriormente, ao Guarujá, onde localiza-se o Instituto Gremar.
"Antes de retirar o petrecho de pesca, realizamos exames para verificar a existência de anzol, que poderia machucá-la. Como não havia, passamos óleo mineral e fizemos a retirada", explica a bióloga da organização, Rosane Fernanda Farah. O material tinha, aproximadamente, um metro de comprimento.

A bióloga explica que a recuperação foi gradativa, uma vez que a tartaruga não estava se alimentando sozinha, por ter ficado com parte do petrecho na boca. Em paralelo, a equipe também realizou fisioterapia em uma das nadadeiras, de onde foi retirado outro material, que impedia a circulação sanguínea.
"Aos poucos, ela começou a se alimentar sozinha e fomos elevando o nível da água no tanque. Quando vimos que ela estava clinicamente bem, decidimos devolvê-la à natureza". O local escolhido foi o Parque Estadual Marinho da Laje de Santos (PEMLS), a aproximadamente 40 quilômetros da costa da Baixada Santista.

A soltura ocorreu na quinta-feira (4). Segundo Rosane, a tartaruga, uma fêmea que tem entre 20 e 30 anos, voltou ao mar pesando pouco mais de 100 kg - quase o mesmo peso de quando foi encontrada. "Mas ela estava em outras condições, super bem. Totalmente recuperada e sem nenhum ferimento", conta.

Filhote
Junto com a fêmea adulta, um animal filhote, de cerca de dois anos de idade e da mesma espécie, também foi solto na área da Laje de Santos. Ela foi encontrada em julho de 2016 na orla de Mongaguá, também no litoral paulista. "No resgate, ela estava com dificuldade de respiração. Tinha somente 12 centímetros", conta a bióloga.

Foram 11 meses de tratamento até que a tartaruga, de sexo ainda indeterminado, pudesse ser devolvida ao mar. "Ela precisava ter 30 centímetros para ser anilhada (marcação) e receber um registro. As duas receberam as anilhas antes de voltarem ao mar, para quando forem encontradas novamente, possamos saber o histórico delas".

Segundo a bióloga, a soltura ocorreu distante da costa, uma vez que a espécie, que está ameaçada de extinção, é oceânica. "São raras de serem encontradas nas praias por causa disso. Esses casos reafirmam a importância de mostrar o impacto das ações do homem. Mais de 90% dos casos que recebemos são decorrência disso".

As tartarugas da espécie Caretta caretta vivem em média 100 anos. Segundo o Projeto Tamar, quando adultas, elas podem medir mais de um metro e pesar mais de 140 kg. São animais carnívoros e alimentam-se de caranguejos, moluscos, mexilhões e, eventualmente, de peixes. São comuns na costa Nordeste e Sudeste do país.

O resgate dos dois animais nas praias do litoral de São Paulo ocorreu durante o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos. A iniciativa é desenvolvida como condicionante do licenciamento ambiental federal para a exploração da área do pré-sal da Bacia de Santos, e é conduzido pelo Ibama.

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