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15 de maio de 2013

EUA se prepara para “invasão” de bilhões de cigarras

Sera que vai sobrar alguma?



Os americanos esperam para os próximos dias uma “invasão” de bilhões de cigarras na Costa Leste do país. O número de insetos pode superar as populações da região em 600 para um, ou até mais. Esses animais têm um curioso ciclo de vida: eles passaram 17 anos no solo antes de emergir para se acasalar. As informações são da agência AP.

Essa espécie de cigarra passa quase duas décadas vivendo no solo, em baixa profundidade, na forma de ninfa, se alimentando de uma secreção das raízes das árvores. Após esse período, quando o solo atinge uma temperatura ideal, os insetos saem para acasalar. Após algumas semanas, eles caem das árvores e morrem, deixando uma nova geração.

A “invasão” não é perigosa, já que a cigarra de olho vermelho não oferece risco à saúde das pessoas ou de outros animais. Ela pode, no máximo, danificar algum equipamento, ou incomodar com seu barulho: segundo Gene Kritsky, entomologista da faculdade Mount St. Joseph, em Cincinnati, o som feito pelos machos, que “cantam” para as fêmeas, chega a 94 decibéis, tão alto que “você não consegue ouvir aviões passando logo acima da sua cabeça”.

Há duas espécies das cigarras de olhos vermelhos e a principal diferença entre elas é o tempo que levam para deixar o solo: 17 e 13 anos. Além disso, há 15 grupos desses animais que se “revezam”. Em outras palavras, quase todo o ano um local é “invadido” pelas cigarras nos Estados Unidos. E cientistas acreditam que a deste ano deve ser uma das maiores já registradas. “Alguns lugares vão ficar cheios de cigarras”, diz Mike Raupp, da Universidade de Maryland.

Alguns cientistas acreditam que o estranho ciclo de vida engana os predadores, que não conseguem prever o aparecimento dos insetos. Além disso, a quantidade é chave para a sobrevivência da espécie, já que os predadores não dão conta de tantas presas, e os sobreviventes ficam livres para se reproduzir. A fêmea costuma colocar cerca de 600 ovos nos galhos de árvores. A prole então cai no solo, onde recomeça todo o ciclo.

Fonte: Jornal Agora MS