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22 de março de 2017

Respostas dos Ex-assessores da SUBEM sobre denúncia de funcionária daquele órgão


No último dia 20 do mês, fizemos a postagem: Assessores exonerados da SUBEM foram acusados de práticas inacreditáveis

Nela publicamos um vídeo com acusações sem comprovações e que nos pareceram somente com objetivo de desmoralizar e difamar dois profissionais que muito respeitamos e que, até então, sempre tiveram uma ficha limpa perante às suas funções. 

Não discutimos em hipótese nenhuma o direito de não serem mais necessários aos novos planos da SUBEM, mas, acusações sem comprovações, sem abertura de inquérito administrativo e sem direito de defesa, nos pareceu injusto.

Coincidência ou não, mas, com a saída do Dr. Fernando Ferreira, foi nomeado em seu lugar uma pessoa chamada Miracildo Ferreira da Silva que, segundo informações, é uma "pessoa que gosta de dar água aos gatos do Campo de Santana". Ganhar mais de 9 mil com tamanha referência não é para qualquer um, né mesmo? Tudo pode ser conferido  em Nomeações contraditórias do atual Prefeito do Rio, Marcelo Crivela. E viva a Crivelândia!!!!!!

Em nome da justiça que permeia nosso trabalho, aqui estão as Cartas Abertas dos profissionais acusados, aos quais agradeço pela confiança em autorizar a expô-las em nosso espaço:

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Fernando Ferreira
(20/03/17)

Boa noite a todos
Eu Fernando Ferreira decidi me pronunciar, pois entendo ser pertinente nesse momento visto que o assunto da minha saída da Subsecretaria de Bem Estar Animal ainda reverbera como pauta de algumas discussões, e como o Blog muito bem cita “tudo tem explicação” o que faz todo o sentido, assim já de cara devemos acreditar que assessora autora do vídeo tem sim todas as explicações e provas contundentes para o que divulga na mídia. Será?

Vamos fazer uma breve reflexão inicial: Por que essa necessidade de fazer postagens somente de seu rosto, sem nada mostrar, sem fatos, somente palavras? O vídeo talvez possa nos dar uma dica, logo no inicio é falado “Devo esse esclarecimento a todos os meus eleitores”.  Em seguida a expressão “voluntariamente” aparece na fala por cerca de cinco vezes, para que fique isso bem claro a todos. E onde estão os argumentos contundentes? Onde estão as provas? Eu como homem de princípios e servidor público que sou há mais de 23 anos nunca tive nenhuma anotação em minha ficha funcional ou em qualquer outro lugar.

Assim é publicada em redes sociais, uma lamentável denúncia que não merece prosperar, pois apresenta um conteúdo pobre, inventivo, que pode levar a erros de interpretações que gerem vantagens por falsos argumentos.

Se pararmos para pensar um pouco, um dos absurdos citados na fala está em "esconder material no almoxarifado que só ele tem a chave!". Pelo que entendo todo material de qualquer empresa deve ficar no almoxarifado, ou estou errado? Também acho que faz sentido que a chave do almoxarifado não seja de domínio público, afinal existe patrimônio guardado em seu interior.

Seguindo o raciocínio, entendo que se faz necessário descrever com maiores detalhes o que estaria supostamente escondido. Pequenas observações sobre os materiais como “tipo de coleira”, “tamanho das luvas”, “calibre das agulhas”, “data de validade” e etc. não foram considerados. Sem comentar que uma voluntária em uma área restrita é no mínimo diferente.

Também foi omitida a informações de que no serviço público o almoxarifado exige uma pessoa especifica responsável (que nunca fui eu), devidamente publicada em diário oficial e treinada. Todos os materiais existentes em qualquer almoxarifado da Prefeitura do Rio de Janeiro constam em programa informatizado especifico, onde somente o responsável tem acesso e qualquer movimentação é unicamente registrada por ele.

Regularmente tudo isso é auditado pelo Tribunal de Contras do Município, onde um relatório é emitido em processo administrativo, ou seja, muito simples de ser auditado e esclarecido!

Recomendo as pessoas que me conheceram, ou as que conhecem pessoas que sabem quem sou que volte um pouco no tempo, antes das coisas acontecerem e reflitam. Livre-se do rumo errado que criaram para vocês. Tudo é uma questão de praticar. Confiar é preciso, seguir em frente é necessário, dar à volta por cima é mais que natural. Sempre caminhei com coragem e com dignidade, sempre lutei pela melhoria da Fazenda modelo e acreditei que poderia fazer a diferença.

Na Fazenda Modelo, trabalhava todos os cinco dias da semana, cumpria horário, chegava cedo! Sempre com muita responsabilidade! Assim como sempre fiz em outros lugares. Acredito que algo bom, atrai algo de bom, simplesmente querer, querer e crer que tudo vai se concretizar. Trabalho muito!

Todos os que frequentam e trabalham na fazenda sabem, não sou de ficar parado esperando que a melhora venha ao meu encontro. Não criava expectativas, explorava o novo, buscava mudanças e tentava fazer com que essas coisas novas surpreendessem, e não decepcionassem.

Na vida temos escolhas do bem e do mal, somos capazes de perceber o que é bom, tenho certeza que aqui todos me entendem. Erros? Existem muitos, sempre falei isso abertamente, não só disse como fiz diversas comunicações formais sobre eles. Todos os dias as pessoas cometem erros, porque comigo seria diferente? Aprendo com eles e busco a superação sempre.

Falar continuamente de seus feitos e resultados não é sinônimo de competência e sim de insegurança. Quem sabe fazer apenas faz, os elogios e reconhecimento são consequências de um trabalho bem feito e de qualidade.

Agradeço aos que estiveram esse período comigo e compartilharam a esperança de transformar a Fazenda num local que fosse modelo de atenção integral à saúde dos animais, em especial, agradeço a confiança de muitos protetores de animais, grandes parcerias nesta luta.

Gostaria de oportunizar uma ultima reflexão. Não julgue sem saber. Não fale, sem conhecer. Não conquiste se não merecer, confiem no que vocês viram e presenciaram e não no que lhes foi falado! Sejam somente vocês!
Lembrando sempre que a maior tragédia social é o nosso próprio descaso.
Muito obrigado


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Alceu Cardoso
Rio de Janeiro, 21 de março de 2017.

“Tudo que for ilícito é crime, tem que ser apurado e punido, mentira tem pernas curtas, todavia cauda longa".
               Antes de acreditar em tudo que você lê, se pergunte: é isso mesmo, a fonte tem credibilidade?

               Em função dos recentes acontecimentos, amplamente divulgados nos meios midiáticos, envolvendo o meu nome e a minha capacidade profissional; diante das insanas, maldosas, caluniosas, descabidas e intencionais acusações que imputam a mim e, por conseguinte, aos demais servidores da extinta SEPDA (hoje SUBEM), decidi, por meio dessa carta aberta ao público, dirimir quaisquer dúvidas e me pronunciar acerca da realidade da dinâmica dos fatos.

Para iniciar, vale lembrar que em fevereiro de 2009, vocacionado, convidaram-me para integrar o quadro dos Médicos Veterinários da extinta SEPDA, que, de imenso grado, imediatamente assenti. Com sangue, suor, lágrimas, agressões (não só físicas, como ameaças a minha família ( vide os episódios de Paquetá, dentre outros), defendi o direito dos nossos amigos indefesos, regido pelo amor à minha profissão, dedicação aos animais e estrito critério ético, até dia 22 de fevereiro de 2017.

Na mudança da chefia do governo municipal, como a quase totalidade dos Cargos Comissionados, fui exonerado. Com a determinação, publicada no Diário oficial do Município, da nova gestão da Secretaria (agora reduzida ao status de Subsecretaria), a Subsecretária, Dra. Suzane Rizzo convidou-me para continuar o meu trabalho, sendo renomeado no dia.
               
Ocorre que, certo dia, a Dra. Suzane convocou-me para uma reunião, sem, no entanto inteirar-me do teor da mesma, junto com o Sr.Tunico de Souza, seu assessor, no seu gabinete, na sala 348, do CASS, ocasião na qual ambos convidaram-me para ocupar o cargo do colega Dr. Fernando Ferreira, na época, codificado como Assessor Especial 10-B, recém-exonerado. De pronto não aceitei, alegando que não concordava com as acusações imputadas ao colega,das quais sequer lhe deram o direito de defesa constitucional.
               
Não vislumbrei ali um aumento do status e sim um ato deliberadamente covarde, que feria mortalmente a Deontologia profissional!

A partir daí, certamente, um entrave fora criado, mas continuei desenvolvendo o meu trabalho. 
               
Passados pouquíssimos dias, em conversa com o Dr. Rodrigo Hanke, responsável pela Fazenda Modelo, tomei conhecimento de um acidente (de circunstâncias não esclarecidas) com uma égua idosa, que atendia pelo nome de “Vovó”, sendo que o mesmo concordou com o meu diagnóstico e a gravidade do caso e que certamente já resultava no sofrimento e padecimento do animal, pois o mesmo se encontrava em decúbito e, como havia previsto,do momento em que deitasse, não teria mais condições de se levantar.

No dia 18 de fevereiro de 2017, como de costume, fui a Fazenda Modelo e deparei-me com a égua em profundo sofrimento e pautado no meu juramento e consciência profissional, decidi abreviar o quadro em questão. Após o ato encaminhei uma correspondência eletrônica (vide anexo nº1) aos superiores, relatando o ocorrido.

No dia 20 de fevereiro de 2017, uma vez mais, estava na Fazenda Modelo, quando recebi uma chamada telefônica do Sr. Tunico de Souza informando-me que a Dra. Suzane requisitava a minha presença para uma reunião. Dirigi-me ao CASS e qual não foi a minha surpresa, quando, na presença dos dois (Sr. Tunico e Dra. Suzane), fui informado que estava exonerado do meu cargo, a partir daquele momento, em virtude da insatisfação de determinados segmentos da Proteção Animal, que sem quaisquer critérios técnicos, fizeram-me críticas severas, aceitas pela Subsecretária.
   
Sem dúvidas, entendo que, muito embora “ESTEJA” Subsecretária, antes de qualquer coisa, “É” Médica Veterinária, e professora de futuros colegas profissionais, portanto sabedora que a prerrogativa de um ato extremo com esse, é de decisão única e exclusiva de um profissional formado e capacitado, ainda mais em se tratando de um que dispendeu 36 anos de sua vida profissional na Hípica do Rio de Janeiro e em muitos Haras, nacional e internacional (tanto que foi qualificado pela Federação Equestre Internacional para ser Técnico do Anti-Doping, nas Olimpíadas, no Rio de Janeiro, em 2016).

Estes são os fatos!

Como disse certa feita, um governante:
“Não é o Governo quem paga os salários dos funcionários públicos. Ele apenas os transfere. Quem paga são os contribuintes!”
E hoje o fazem indignados por bancarem salários nababescos, de marajás, tão legais quanto imorais, sem retorno algum, na forma de serviços.

Quero aqui finalizar, afirmando que por ser um argumento tão fraco quanto risível, não posso, nem quero crer que inexistam outras circunstâncias de características bem mais profundas, que escapam ao meu conhecimento, porém que, mesmo não sendo apresentadas, não deveriam, de forma alguma, tentar denegrir uma imagem, que foi forjada a duras penas e sacrifícios ao longo de tantos anos, uma vez que não possuo anotação alguma em minha ficha funcional ou em qualquer outro lugar, que macule a minha vida, quer seja profissional ou pessoal.

A proteção Animal não precisa de aproveitadores e sim de pessoas que ame os animais!

Anexo nº1