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17/05/2017

Abandonados em Portugal e adotados em outros países da Europa

Eu fico emocionada com o trabalho de certas pessoas e ONG´s da proteção animal... São coisas mirabolantes e que exigem muito empenho e dão muito trabalho..... Adoção internacional é super hiper trabalhoso e tem um simbolismo impagável..... Axé para todos!
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Adoção internacional é uma tendência cada vez mais presente e já salvou muitos cães.

Mais de uma dezena de cães que estavam à guarda do canil municipal de Évora já foram adotados por famílias estrangeiras no âmbito do projeto ‘Fiel Out of Portugal’. Fénix e Yoda serão os próximos. O programa que promove a adoção internacional foi criado pelo serviço veterinário municipal para alterar comportamentos e mentalidades quanto aos nossos melhores amigos de quatro patas e encontrar nova casa para aqueles que a perderam. E o seu sucesso reflete uma tendência cada vez mais forte a nível global.

O projeto desenvolvido em Évora por voluntários permitiu já enviar 15 cães para lá da fronteira, designadamente para a Bélgica e Holanda.

"Estes países, por oposição ao que se passa em Portugal, há muito que praticam a adoção responsável de animais e a esterilização, daí que não haja sobrepopulação nem abandono", explica a veterinária.

O processo de adoção acaba por ser "muito simples". "Temos dois intermediários, uma senhora holandesa residente em Estremoz e um jovem estudante de Veterinária, da Universidade de Évora, com dupla nacionalidade, que fazem a ponte entre o canil municipal e as associações protetoras dos animais desses países", explica a veterinária.

Quase sempre é a internet que dá a conhecer os animais. Mas as famílias candidatas começam por ser "visitadas por um elemento dessas associações para ver se têm condições para receber os animais, e só depois é que formalizam o pedido", desenrolando-se "todo o processo burocrático". O que até não é assim tão caro ou complicado.

POR TERRA OU PELO AR
Um dos fatores que tem contribuído para esta "quinzena de finais felizes" prende-se com a despesa envolvida e a forma como são transportados os animais até aos novos lares, de acordo com Ana Margarida Câmara. "Quer seja pelo ar ou por estrada, estamos a falar de valores muito acessíveis face ao poder de compra das famílias adotantes", acrescenta a médica veterinária.

Por outro lado, os cães antes de ‘levantarem voo’ são previamente esterilizados, chipados, vacinados, desparasitados e testados para a Leishmaniose no veterinário municipal, uma "grande oferta da edilidade que significa muito dinheiro se levarmos em linha de conta os preços praticados numa clínica privada", sublinha Ana Margarida.

Mas para os adotados seguirem viagem há outras pessoas envolvidas. Quando vão de avião, e depois de encontrado um parceiro de voo – humano responsável pelo animal – a viagem custa cerca de 60 euros, e se for por estrada, através de uma empresa especializada, o transporte ronda os 150 euros.

TENDÊNCIA INTERNACIONAL
Se estiver no aeroporto de Lisboa e der de caras com uma hospedeira com vários cães pela trela não estranhe. Pode ser Dani Engels, assistente de bordo na Lufthansa e voluntária para fazer o transporte de animais recém-adotados a bordo.

"Somos flight-buddies, ou seja, as pessoas que os acalmam, aconchegam, falam com eles, que lhes dão água ou comida se for preciso para que possam chegar ao destino mais tranquilos", explica. Como um animal não pode viajar sozinho, esta é uma forma de ajudar. Só no último ano, Dani Engels transportou, ou salvou, 50 cães portugueses.

Natural de Munique, Dani faz voluntariado há vários anos, tem casa em Portugal, e é geralmente através da internet que fica a saber quem serão os companheiros de voo. "Às vezes são maiores do que nas fotos, outras vezes muito tímidos. Mas é sempre uma emoção entregá-los às suas novas famílias, que os esperam no aeroporto de destino", conta. Uma emoção que se repete cada vez mais. "A adoção internacional está a aumentar muito, porque em países como a Alemanha não há praticamente animais abandonados. Além disso, as pessoas já estão habituadas a pagar por um animal, porque mesmo que não seja de raça é preciso pagar a taxa de adoção, licenças e fazer registos para ter um cão. Não é barato nem de graça adotar um cão na Alemanha. Por isso, muitas pessoas já preferem salvar um animal vindo de onde dificilmente teria um final feliz. Fica-lhes pelo mesmo preço e estão a salvar uma vida", justifica, com Leia pela mão.

Leia foi recolhida por uma organização de Braga, mas entrou na adoção internacional graças ao Movimento Movido a 4 patas, que confirma a tendência. "Há atualmente canis em Portugal em que todas as adoções conseguidas são para o estrangeiro. O número tem aumentado muito. São centenas de animais adotados anualmente, sobretudo na Alemanha e Inglaterra", diz uma das responsáveis, Mafalda Campos.

São também estes os destinos pródigos da maioria dos animais acolhidos por Kerry Gross, da AEZA, associação de Aljezur, fundada por uma cidadã germânica que vive no Algarve há quase duas décadas. A língua e os contactos internacionais ajudam às adoções além-fronteiras, mas sobretudo "o interesse crescente" dos europeus. "Portugal é perto. Há quem venha cá pessoalmente conhecer os cães", frisa.

EXEMPLOS DE HOLLYWOOD
A Humane Society International, uma organização internacional que concentra os seus esforços na implementação de programas sustentáveis e humanitários de gestão de populações de animais de companhia em todo o Mundo, não tem dados oficiais sobre a adoção internacional, mas também nota um "aumento do interesse, dos pedidos de contactos e na procura de animais online".

A organização encontra uma justificação na mudança de mentalidades. "Celebridades em todo o Mundo também estão a ajudar a consciencializar e, por isso, o cidadão comum está também mais atento às campanhas e participante desse esforço", afirma Alexandra Rothlisberger, que é a diretora do Departamento de Animais de Companhia da organização norte-americana. Os atores Orlando Bloom e Charlize Theron são bons exemplos de adoções internacionais. Ela levou alguns animais da África do Sul, de onde é natural, e ele adotou um amigo felpudo em Marrocos.

Todavia, adotar internacionalmente tem custos, normalmente suportados pelo novo dono. Despesas veterinárias, viagem e documentos. Dependendo dos países de origem e destino, pode custar até largas centenas de euros.

Outras vezes são as próprias associações que pagam. "Algumas organizações estão tão desesperadas para encontrar casas para os seus animais resgatados que não cobram taxa de adoção e até tentam arranjar doações para custear as viagens. Estas organizações, em geral, precisam angariar fundos para recuperar o custo do cuidado que foi prestado aos animais por um período indefinido de tempo", esclarece Alexandra Rothlisberger.

E há adoções que são uma verdadeira batalha: "A nossa campanha contra o consumo de carne de cachorro, por exemplo. Já conseguimos fechar seis criações de carne de cão na Coreia do Sul, porém a adoção dos cães resgatados não é possível na Coreia."

Por isso, até agora, a Humane Society International já resgatou 770 cães destinados ao comércio de carne e conseguiu enviá-los para países da América do Norte e para o Reino Unido, sendo colocados para adoção. Para que todos tenham direito a um final feliz.

FONTE: cmjornal.pt

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