14/11/2017

Estabelecimentos pet friendly crescem no Brasil e fazem empreendedores lucrar

Acho que tudo isto ajuda a mobilizar as pessoas para nossa causa.... Tudo sempre é muito bom!!!!!!
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Cinema, galeria de arte, cerveja e festas: conheça estabelecimentos pet friendly, que unem humanos e pets em atividades interativas e inclusivas

De acordo com um levantamento realizado pelo Serviço de
proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) os animais de estimação são motivo de amor, alegria, companheirismo e amizade para os brasileiros. E pensando em tantas coisas boas que os pets representam, diferentes empresas denominadas pet friendly têm unido o útil ao agradável, ao permitir que os animais também façam parte de um público consumidor, junta ou separadamente de seus donos.

O conceito pet friendly , relacionado a estabelecimentos comercias voltados ou adeptos aos animais de estimação, ainda é novo no Brasil. Porém, vem se desenvolvendo cada vez mais com produtos e serviços especiais, além de gerar lucro para os empreendedores. Um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) mostrou que no ano passado, o setor pet brasileiro cresceu 4,9%, com faturamento de R$ 18,9 bilhões.

Com a expansão de mercado, o Brasil aparece na terceira colocação do ranking mundial, perdendo apenas para os Estados Unidos e para o Reino Unido. Segundo projeções da própria Abinpet, o faturamento mundial do mercado pet em 2016 chegou a US$ 104,1 bilhões. Devido a todas essas projeções positivas, estabelecimentos amigáveis aos animais têm se expandido no território nacional, já podendo ser encontrados em diferentes localizações. Veja alguns exemplos:

Le Botteghe Di Leonardo
A ideia de criar uma rede de gelaterie para todos surgiu em 2014, em Nápoles, na Itália. Com a primeira La Botteghe di Leonardo, localizada próxima a um museu canino, os pedidos dos clientes que frequentavam o local e dividiam os sorvetes com seus pets se tornaram tão assíduos, que decidiram incluir um produto para eles no cardápio da gelateria. Os atuais sócios Roberto Galisai e Eugenio De Marco trouxeram o negócio para São Paulo e para o Rio de Janeiro, e pretendem expandi-lo ainda mais no RJ, com uma loja em um shopping voltado apenas para produtos naturais.

Batizada de Peppino, em homenagem ao mascote de Galisai, a linha de picolés naturais próprias para os animais mescla iogurte branco sem lactose, mel , frutas e legumes. Galisai afirma que os de beterraba, cenoura, manga e banana são os preferidos dos pets.  O sócio também comenta que as lojas são pensadas em contexto de pequena cidade, o que estimula uma dinâmica mais intimista com o cliente.

“Criamos uma dinâmica de casa que recebe. Conversamos com os clientes, como se vivêssemos em uma pequena cidade, onde todos se conhecem por nome e se encontram no bar da praça. Deixamos sempre tigelas com comida e água para os animais. Os clientes que não tem um pet ou vem tomar um gelatto sem eles, sempre se lamentam pela falta que fazem. Os animais são parte da família, do passeio na rua e devemos compartilhar mais momentos com eles”, diz.

Matilha Cultural
Inaugurada em 2009, no coração da cidade de São Paulo, a Matilha Cultural foi potencializada pela produtora Olldog, na figura de Ricardo Costa. Com alguns anos de atuação, o espaço cultural expandiu o seu leque passando a abranger diferentes causas, entre elas, a proteção animal, os direitos humanos e a promoção da cena artística independente.

A gerente de conteúdo Nina Liesenberg, explica que o local sempre foi adepto aos animais, principalmente nas sessões de cinema e nos happy hours. Entretanto, ela ressaltou que o maior evento voltado aos pets é o projeto anual “praCachorro”,  que ocorre aos domingos e procura conscientizar a necessidade da adoção de animais, por meio da arte e do cinema. A iniciativa, que acontece desde 2010 é conhecida por ser a primeira a permitir que os bichinhos fiquem soltos e não em gaiolas.

“Oferecemos água, petiscos e algumas atividades para os animais, o que facilita a possibilidade de fazer algo junto com eles. É uma experiência muito divertida. Libera o tutor de deixar seu animal sozinho e consequentemente do sentimento de culpa. O mesmo ocorre com o pet, que fica bem contente por fazer um passeio diferente. Ultimamente temos notado um crescimento desse mercado, e achamos ótimo. Em relação aos estabelecimentos vizinhos, nunca tivemos problemas. Sempre lidaram muito bem com a presença dos animais”, afirma.


Padaria Pet
Tudo começou com uma viagem dos empreendedores e irmãos gêmeos Rodrigo e Ricardo Chen aos Estados Unidos, em 2010. Ao se depararem com estabelecimentos próprios e adeptos aos animais, decidiram trazer o modelo ao Brasil cinco anos depois, com a criação da primeira Padaria Pet, em Pinheiros, São Paulo, e seis meses depois na Oscar Freire, principal rua paulistana para a compra de itens de luxo. Atualmente, a empresa expandiu seu negócio, contando com 15  licenciados DOG SHOP, que revendem os produtos da padaria.

Segundo os irmãos Chen, a meta é alcançar 80 licenciados até julho de 2018. Eles ainda afirmaram notar um crescimento significante no mercado informal de bolos para animais, o que os fizeram inovar, porém sempre seguindo o selo de qualidade do Ministério da Agricultura. Entre os produtos ofertados para os clientes de quatro patas estão cervejas, sucos, sorvetes, gelatinas, bolos de caneca, hambúrgueres, cookies, bolos, muffins, waffers e uma linha natural para animais diabéticos, com problema renal ou de obesidade. Buffet e espaço para festas de aniversário, banho e tosa, galeria de arte, judô, cinema e boutique também fazem parte dos serviços ofertados pelos empreendedores.

 “Não acreditamos que haja uma diferença relevante de custos entre os estabelecimentos. Nosso País, sobretudo as grandes cidades, vem passando por uma mudança de cultura quanto ao tratamento dos pets. Esse é o maior desafiio, a mudança de mentalidade dos donos de estabelecimentos comerciais. O processo de humanização é irreversível, já aconteceu nos Estados Unidos, Europa e Japão. Acreditamos que haja uma conscientização da importância de acomodar os animais e seus donos. Futuramente esse será um fator ainda mais essencial para escolha do local, seja lá qual for a finalidade do passeio”, ressaltam.

Botecão
Cerveja, vinho, coxinha e picanha deixaram de ser só para o consumo de humanos. O Botecão, localizado na Serra da Canteira e em Alphaville, São Paulo, promove um conceito diferente, sendo o primeiro bar voltado 100% para os cães. Sendo uma iniciativa do Grupo Ipet, o bar também foi uma forma que o CEO, Lucas Marques,  encontrou de unir seu amor pelos animais e pelo empreendedorismo.

Em 2015, Marques decidiu investir em uma fábrica de bebidas pet, abrindo a primeira cervejaria para animais da América Latina, sob a marca Dog Beer. No ano seguinte os negócios não cessaram, com a criação do Dog´s Wine, um vinho para cães, além de quatro molhos nomeados de Barbecão, Barbecat, Cãotchup e Catchup. Para 2018, a empresa estima ampliar o portfólio, com o lançamento de uma linha de sucos.

Outro atrativo do bar está na Ipet Snacks, uma linha de aperitivos elaborada como agrado para os pets, e não como substituta para as refeições. Coxinha de carne, picanha e linguiça feitas de carne bovina, proteína texturizada de soja, fígado de frango, farinha de trigo, entre outros ingredientes integram os alimentos. Além de ser um ambiente de descontração, interação entre tutores e seus bichinhos, o Botecão é também um espaço para celebrar os aniversários dos animais.

“Nossa intenção é proporcionar uma experiência humana para os cães que já são membros da família. Por mais que existam restaurantes e bares pet friendly , nenhum deles tem um serviço todo pensado para o animal. O principal objetivo do Botecão é proporcionar momentos de puro prazer e interação entre os pets e seus donos”, conclui Marques.

FONTE: Ig

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