27/10/2016

Hospedar cão ou gato em casa vira opção para complementar renda na crise

Acho legal, porque os animais ficam em ambiente familiar..... em canis, a maioria, só tem contato com tratadores e nada mais. 
------------------------
Anfitriões chegam a ganhar, em média, R$ 60 ao dia para cuidar de animais de outras pessoas

Passear com cachorros, fazer carinho durante horas e brincar com o animal são o sonho de qualquer apaixonado por cães. Já pensou em realizar esse sonho e ainda ganhar um bom dinheiro cuidando de cachorros em casa?

Ao menos duas plataformas online, como DogHero e Pet Anjo, criaram redes de pessoas interessadas em hospedar os bichinhos por valores de estadia menores do que o dos “hoteizinhos”. Com um detalhe: o tratamento customizado que parece o do próprio dono.

Com o maior nível de desemprego registrado nos últimos quatro anos (são 12 milhões de pessoas sem trabalho, de acordo com o IBGE), cuidar de cães em casa pode ser uma alternativa para complementar a renda nesse período de crise.

Criada em 2014, a Pet Anjo triplicou o número de cadastrados de 2015 para 2016. Segundo a veterinária e fundadora da plataforma, Carol Rocha, mesmo que o País esteja imerso em uma crise econômica, o setor não foi afetado significativamente.

— O dono do pet não deixa de prover cuidados para ele. A gente percebe que as pessoas mudam os hábitos na crise, mas nossa empresa não sentiu muito, porque os serviços oferecidos têm um custo mais baixo do que os dos hoteizinhos e dos pet shops.

Para oferecer os serviços de hospedagem, banho, “pet-sitter” (visita) e passeio, o Pet Anjo tem entre 1.000 e 1.500 anjos — nome dado aos prestadores de serviço inscritos na plataforma. Para fazer parte do grupo, o interessado enfrenta uma série de testes e, segundo a criadora, muitos aspirantes ao trabalho reprovam.

Após ingressar no time de anjos, a pessoa pode criar seu perfil no site e começar a oferecer os serviços que deseja, explica Carol (veja como se tornar um anjo no quadro abaixo).

— A gente tem um limite máximo e mínimo de preço no site para cada tipo de serviço, mas o próprio anjo que escolhe qual o melhor para ele. Quando o cliente paga, 70% do dinheiro vai direto para o anjo e 30% para a empresa.

A DogHero, outra empresa que oferece hospedagem para os animais, também tem uma seleção criteriosa dos candidatos que pretendem fazer parte do time — chamados de anfitriões. Segundo o co-fundador da empresa, Eduardo Baer, já são 5.500 pessoas inscritas na DogHero. Desde o surgimento da empresa, em 2014, a empresa mantém um ritmo de crescimento de 20% ao mês.

— Para se tornar um anfitrião, o principal é ter alguma experiência com os cachorros, ter tempo livre para se dedicar aos animais e possuir um ambiente adequado, ou seja, uma casa limpa, organizada e segura. 

Ao ser aprovado por todo o processo seletivo, o prestador de serviço poderá cobrar o valor que desejar para hospedar os animais em suas casas. A DogHero fica com uma comissão de 25% por cada diária. Baer explica que, hoje, há pessoas que cobram de R$ 20 a R$ 100 por uma diária. Na empresa, cerca de 95% dos clientes procuram o serviço para cachorros, mas também são aceitos outros animais, como gatos, hamster, iguanas e coelhos — assim como na empresa Pet Anjo.

A reportagem do R7 apurou que a maior parte dos preços de hospedagem na DogHero varia de R$ 30 a R$ 60, dependendo da região em que o prestador de serviços mora. Já na plataforma Pet Anjo, os preços são um pouco mais altos, variando entre R$ 40 a R$ 70 pelo mesmo serviço. 

Cuidado com os hóspedes
A professora, fotógrafa e diretora de cinema Alessandra Haro, anfitriã da DogHero, desde abril deste ano, conta que começou a fazer parte da plataforma por acaso, quando descobriu a empresa por meio de um anúncio no Facebook.

— Sou apaixonada por cachorros e os finais de semana eram livres para mim. Resolvi me inscrever. Moro com a minha namorada e fizemos uma entrevista por telefone. Senti muita firmeza e percebi que a empresa é muito séria.

Por atuar como freelancer, Alessandra afirma que consegue trabalhar em casa e cuidar dos animais ao mesmo tempo. Dona de dois cães da raça whippet — a Lola Lokona e Alfred Hitchcook —, a anfitriã diz que cuida de até três hóspedes por vez, que passam por uma curadoria antes de serem aceitos.

— Fomos aprendendo sobre comportamento animal. Eu e a Julia lemos bastante sobre [o assunto], fiz cursos. Começamos a entender qual o perfil dos cachorros. Se forem dois agitados, pegamos só eles. Também analisamos se os hóspedes se adaptam com os animais que já estão em casa.

No entanto, não há somente clientes interessados em deixar os cachorros hospedados nas casas dos anfitriões. A advogada Karla Fabrício de Godoy conta que aceita tanto cães como gatos nas hospedagens e que entrou para a plataforma pensando no seu filho Tomé, de dois anos. 

— Tenho quatro gatos em casa e sei que por experiência que convivência faz com que as crianças percam o medo. Além disso, quando eu me inscrevi, eu estava desempregada, e, na época, o dinheiro fez muita diferença.

Por morar em um apartamento grande na região da Bela Vista, que possui dois quintais, Karla diz que não tem um número máximo de animais que já cuidou ao mesmo tempo. Geralmente, os únicos pré-requisito para aceitar um deles é analisar o animal e ver se ele se dará bem com o filho e com os gatos que já moram na casa.

Desde junho de 2015, quando entrou para a DogHero, diz que cuidou de seis cães ao mesmo tempo. Hoje, por estar empregada e trabalhar o dia inteiro, só disponibiliza o espaço para cuidar dos cães aos finais de semana. Comparando a hospedagem de cães e gatos, Karla diz que os dois animais são muito diferentes. 

— Os gatos são bichinhos bem metódicos e a mudança de ambiente faz com que eles sofram mais para se adaptar. Eu fiquei com uma gata, a Anitta, por 60 dias. Ela demorou umas duas semanas para achar um espaço dela dentro da casa.

Diferentemente de Karla, Alessandra tem mais horários disponíveis para cuidar dos animais e, por isso, o dinheiro recebido por meio das hospedagens é uma parcela significativa da renda da anfitriã.

— Hoje [o serviço], representa de 20% a 30% do orçamento mensal, o que é uma renda interessante para gente. A situação econômica está complicada e modelos de negócio colaborativos como este vão crescer cada vez mais. Eu sou fã. 

Por mais que a crise econômica esteja muito presente no Brasil, Alessandra conta que muitas vezes precisa negar alguns hóspedes, por já estar com a agenda lotada devido ao sucesso que tem feito na rede. Para ela, o setor não é tão atingido porque as pessoas cuidam dos animais como integrantes da família.

— O cachorro deixou de ser uma coisa da casa. Principalmente em São Paulo, as pessoas têm cada vez menos filhos e a quantidade de cachorros aumenta. 

Para que os donos se sintam mais confiantes com o trabalho de Alessandra, a anfitriã cria um grupo de mensagens no WhatApp composto por ela, sua namorada e os donos dos animais. Sempre envia fotos e, principalmente, vídeos. Para ela, é essencial agradar os dois clientes que possui: os cachorros e os donos.

— Mandamos vídeo para mostrar como ele está interagindo, se está brincando e feliz. É uma forma de deixar o cliente mais seguro.

FONTE: R7

3 comentários:

  1. Que bom sabermos que há serviços específicos para nossos amigos peludos e com pessoas que realmente amam os animais. Eles merecem tudo de bom que nós humanos podemos oferecer.

    ResponderExcluir
  2. Gostei do profissionalismo: seleção criteriosa dos candidatos, ou seja, nada de deixar o bichinho com gente que só quer explorar o mercado pet.

    ResponderExcluir

Agradecemos seu comentário, porém, não publicaremos palavrões ou ofensas.
Os comentários não representam a opinião do portal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

EM DESTAQUE


RECEBA NOSSOS BOLETINS DIÁRIOS

Licença Creative Commons

"O GRITO DO BICHO"

é licenciado sob uma Licença

Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas

 

SAIBA MAIS


Copyright 2007 © Fala Bicho

▪ All rights reserved ▪