12/09/2016

Cão "espremido" entre paredes não sofre agressões

Olha gente, as imagens não mostram um lugar ideal para o cão.... não dá para ver cobertura nenhuma. Reparem e digam se esperamos comportamento diferente de um cão com 8 meses.... Sabemos que vizinho é fogo, mas, o vídeo do cara não me convenceu muito.... Enfim posso estar totalmente errada....
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"Minha vida virou um inferno por causa dessa denúncia. As pessoas criticam e julgam as outras antes mesmo de saber a verdade". A afirmação é do dono de Bradock, de 8 meses de idade, o cão que estaria "vivendo" entre duas paredes no bairro do Guamá, em Belém.


Ao contrário do que foi publicado pelo DOL na última sexta-feira (02), a denúncia do cachorro que estaria sofrendo maus-tratos diariamente não é verídica. O dono do animal, que preferiu não se
identificar, entrou em contato e visitou nossa redação, e comprovou que o cachorro está bem e é saudável.

A publicação foi feita após o DOL receber uma denúncia, acompanhada de uma foto, alegando que o animal estava sofrendo, vivendo "espremido" entre duas paredes, sendo agredido e sem acesso à alimentação adequada.

Morador do bairro do Guamá há 25 anos, o dono do animal atribuiu a denúncia a uma desavença entre vizinhos.

"Eles (os vizinhos) vieram morar na rua depois (da minha família), e no começo até nos dávamos bem, mas depois tivemos um desentendimento. Se eles têm problemas comigo, que venham tratar diretamente comigo, mas não envolvam minha família nem o meu cachorro", disse.

No mesmo dia da publicação, o morador foi surpreendido pela visita de um homem que pediu para ver como estava o animal. Apesar da situação, ele autorizou que o desconhecido visse o animal ao mesmo tempo que explicava o que estava acontecendo nas redes sociais.

"Isso foi uma maldade de vizinhos", considerou. "A polícia veio em minha casa no mesmo dia, mas eu não estava. Essa história causou um transtorno imenso na minha família e no meu psicológico. Eu trabalho com o público, não poderia passar por uma coisa dessas. Já recebi ameaças de pessoas que param na porta da minha casa e que eu nem conheço."


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Matéria inicial:

Com olhar triste e espremido entre duas paredes, em uma residência no bairro do Guamá, em Belém, um cachorro estaria tentando sobreviver e, inclusive, sofrendo maus-tratos diariamente por quem deveria zelar pela sua segurança e conforto. A situação de abandono foi denunciada por um morador, que pediu para não ser identificado. Segundo o autor da denúncia, "o animal fica 24 horas nesse espaço, exposto ao sol e a chuva. É muito sofrimento. Ele chora o dia todo. Não aguento mais ver esse sofrimento, já denunciei até para a Polícia Militar, mas não me ajudaram muito”, disse.

(Foto: Via Whatsapp)

De acordo com ele, a residência em questão fica na avenida Perimentral, próximo o final da linha da UFPA. "Minha amiga mora ao lado da casa onde o cachorro está. Ela disse que ele chora o dia todo, pega chuva e sol, e que dificilmente o tutor do animal sequer colocar água para ele. Fui lá e tentei conversar com o tutor, mas foi super grosseiro e mal educado”, lamentou.
Para piorar a situação, o cachorro sofreria diariamente com agressões: "quanto mais ele grita, mais os tutores batem nele. Não sei mais a quem recorrer”, finalizou.

MALTRATAR ANIMAIS É CRIME
A guarda de determinado animal por vezes se alia ao sentimento de possibilidade de agredi-lo por punição ou mesmo por "ensinamento”.
As agressões, no entanto, são previstas de punição pela Lei de Crimes Ambientais – Lei 9.605/98:
Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Ver tópico (5026 documentos)
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.
1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

POLÍCIA CIVIL SE POSICIONA
A Polícia Civil (PC) informou que a Divisão Especializada em Meio Ambiente (DEMA), responsável por este tipo de ocorrência, não possui conhecimento da denúncia, pois nenhum Boletim de Ocorrência foi devidamente formalizado. Ainda de acordo com a PC, essas denúncias pode ser formalizada diretamente à DEMA, na Rodovia Augusto Montenegro, ou pelo telefone 181 (Disque-Denúncia).

Para comprovar os maus tratos é necessário fazer uma avaliação das condições em que o animal é submetido, como ausência de alimentação adequada, condições insalubres, falta de higiene, tratar o animal com agressões, 

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