14/09/2016

Adoção compartilhada retira das ruas animais abandonados em Itapetininga - SP

Matéria mostra que quando se quer, se faz muito!!!!  muito legal!!!!! serve de exemplo mesmo.
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Adoção compartilhada retira das ruas animais abandonados em Itapetininga
Moradores dividem os gastos e cuidados de cães e gatos abandonados.
Em uma faculdade da cidade, professores cuidam do cãozinho 'Woody'.


Com o objetivo de retirar os animais abandonados das ruas e oferecer comida e carinho, moradores de Itapetininga decidiram realizar a adoção compartilhada, que consiste em dividir os gastos e
cuidados com os animais. Na unidade do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), por exemplo, um grupo de professores decidiu cuidar do Woody, um cãozinho que apareceu magro e debilitado em frente à unidade. Por conta do carinho recebido, Woody aparece todos os dias no Instituto.
“Um professor daqui que gostava de cachorros resolveu acolhê-lo e deu todo carinho e alimentação. Ele pensou em castrá-lo, mas aconteceu uma surpresa. O cachorro começou a ficar aqui sem sair nem para dar uma volta. Ele está com a gente até hoje e, agora, é acolhido por todos, alunos e funcionários”, conta a professora Elissa Fontes.

Ainda segundo Elissa, o animal chega a “ajudar’ alguns funcionários da segurança durante as rondas. “Com os vigias o amor vai além. Ele fica praticamente o dia todo com eles e até dorme na guarita. São eles os responsáveis por alimentá-lo. A gente até faz uma vaquinha, mas são os vigias que o alimentam. Então, ele criou uma afinidade grande com eles”, destaca Elissa.

Cão woody foi adotado por alunos e funcionários no IFSP de Itapetininga 
(Foto: Reprodução/TV TEM)

Entretanto, apesar do carinho com Woody, a professora pondera que os estudantes da entidade sabem que o lugar não é o ideal para um cão viver. “A gente pede até que eles não alimentem o Woody, porque os outros cachorros que vêm aqui vão ver que tem alimento e vão querer ficar também. Por mais que a gente tenha cuidado, a gente sabe que este não é o lugar para os animais. Então, orientamos para que os alunos não deem alimento para que outros cachorros fiquem em lugares adequados”, afirma.

Proprietária de um consultório no município, a veterinária Bruna Fioravante também aderiu à ideia quando uma gata apareceu no local. Especialista no assunto, ela ressalta que quem resolve cuidar de um animal de rua deve ter em mente que os cuidados com a saúde são fundamentais.

“O ideal é que castrem esses animais e façam o esquema de vacina. Como geralmente são animais adultos, a gente vacina e, após 21 dias, fazemos o reforço e depois complementamos com a vacina anual. É importante castrar, porque como são animais que estavam na rua eles podem adquirir TVT, que é o Tumor Venéreo Transmissível”, orienta.

Funcionários de consultório veterinário adotaram gato que apareceu no local
(Foto: Reprodução/TV TEM)

Voluntário da União Internacional de Proteção aos Animais (Uipa) na cidade, Maurício Alves Affonso conheceu o casal de cães “Negão” e “Menina” em um dos trabalhos e decidiu construir uma casinha improvisada para os dois não sofrerem com o frio.

“Tive um pouco de dificuldade no início porque os animais são um pouco bravos. Então, tive que conquistar a confiança deles primeiro para construir a casinha. Mas, a dificuldade maior mesmo é para conseguir as doações e ração. Em média, gastamos 750 quilos de ração por mês, além do deslocamento com gasolina. O gasto chega quase R$ 2 mil só para cuidar de animais abandonados”, conclui Affonso.

No batalhão da Polícia Militar em Itapetininga (SP), ima cadelinha vira-lata adotou como casa o quartel e é considerada pelos policiais militares a mascote. A cadela é dócil e acompanha os policiais durante os trabalhos administrativos realizados no batalhão e, de hora em hora, recebe carinhos de quem a encontra pelo local.

Em entrevista ao G1, o major da PM Gilberto Bento Dias informou que há dois anos a vira-lata entrou no batalhão bem magra. Desde então, ela não saiu mais do ambiente militar e está sendo cuidado pelos militares. Hoje, a cadelinha está castrada, vacinada e recebe alimentação, banho e até tosa.

“A gente compartilha e ela também gosta de todo mundo. Ela vai um pouquinho em cada sala, fica próxima de quem está de sentinela e dá carinho para todos. Bicho é que nem criança. Precisa de educação, alimentação e ainda tem o custo com os veterinários”, diz a cabo da PM Helene Bueno.

4 comentários:

  1. karina medaglia14/09/2016 14:08

    um nome novo para cão comunitário, temos lei no Paraná a respeito, em nada difere!

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  2. se todos fizessem isso, em todas as cidades, a situação melhoraria muito.

    ResponderExcluir

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