25/07/2016

Falta investimento para que experimentos com animais sejam substituídos por novos métodos

O que é lamentável é que pessoas que deveriam estar se esforçando para serem mais capacitadas na luta pelo reconhecimento dos direitos dos animais, estão com leviandades e colocando pedras no caminho de quem está trabalhando....  Os anos passam e eu não me conformo com o que fizeram comigo..... me derrubaram e não fizeram nada para substituir o que eu fazia neste setor....
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Apesar dos estudos que mostram a pouca eficiência científica do uso de experimentos com animais em todo o mundo, a difusão das tecnologias que podem substituir o modelo tradicional ainda caminha a passos lentos.

Além dos questionamentos éticos, pesquisadores já colocam em cheque a eficiência dos experimentos feitos com animais. No entanto, existem poucos métodos reconhecidos e
validados internacionalmente que sejam capazes de subtituir estes, que se tornaram métodos tradicionais.

O veterinário e pesquisador britânico Andrews Knight analisou 20 estudos científicos que utilizam produtos quimícos, sejam cosméticos ou medicamentos, testados em animais e observou que 11 deles apresentaram falhas e incompatibilidade quando testados em humanos. 

Segundo Knight as novas tecnologias, que utilizam cultura de célula, softwares de simulação e peles artificiais têm resultados mais precisos e rápidos. O especialista acredita que a comunidade científica está começando a reconhecer as limitações desses experimentos.

O pesquisador admite, porém, que apesar de terem resultados promissores, a difusão dessas tecnologias ainda está no começo.

"A mudança que está acontecendo é: pesquisadores entenderam as limitações desses métodos com animais. A longo prazo, a eliminação dos testes será feita em mais e mais países. Não apenas no setor de cosméticos, mas também na produção de medicamentos e outros produtos químicos", diz o pesquisador.

Entre as mais avançadas, está a chamada ''humans on a chip'' ou ''organs on a chip''. A técnica consegue conectar varios tecidos e orgãos do ser humano, pois dispõe de várias culturas de células. Com isso, é possivel prever a resposta do organismo a um produto químico e todas as reações que ele pode causar no corpo.

O Grupo Boticário iniciou este ano uma pesquisa para desenvolver essa tecnologia, em parceria com uma empresa alemã. O custo para desenvolver esse estudo é de um milhão e meio para e ainda não é possível estimar os valores para coloca-lo no mercado, se for aprovado. 

Marcio Lorencini, gerente de pesquisa da empresa no Brasil, explica que há 16 anos o grupo realiza testes alternativos, como a pele 3D, uma reprodução automatizada de tecidos humanos que imitam a forma e a função dos tecidos originais do organismo. 

"Trata-se de uma evolução nas metodologias alternativas que nós aplicamos. A partir dessa metodologia nós esperamos resultados mais confiáveis, de uma forma mais rápida", afirma Lorencini.

As pesquisadoras Jane Zveiter e Carolina Bellini da Universidade Federal de São Paulo desenvolveram uma pesquisa em parceria com a Natura para conseguir prever alergias na pele a partir de culturas de células. O modelo foi aprovado, mas ainda não há empresas e laboratórios para oferecerem o serviço no mercado de testes. 

Para Jane Zveiter, existe uma boa vontade da comunidade científica, principalmente, nas pesquisas para a área de cosméticos. Ela acredita, porém, que o uso de animais para estudos e confecção de remédios e fármacos ainda é algo que deve permanecer por algum tempo na academia. 

"Você tem que ter muito mais segurança quando fala de medicamento. Mas a ideia é que você evolua, sim, para uma situação como essa. É o ponto onde todos queremos chegar, quando a gente está querendo prescindir de animais para avaliação de moléculas. Mas isso não é pra agora", explica Jana.

Mesmo no ramo dos cosméticos, o Brasil tem um longo caminho a percorrer. Enquanto a União Europeia proibiu os testes em animais nestes tipos de produtos desde 2009, a Justiça Brasileira ainda permite tais experimentos. 

Para os ativistas, ainda é preciso mais investimento para que elas sejam a primeira opção da comunidade científica e das empresas.

No Brasil, 26 laboratórios públicos e privados são ligados à Rede Nacional de Métodos Alternativos do Ministério da Ciência e Tecnologia. Os investimentos, porém, são escassos. Desde sua criação, em 2012, o Renama investiu 6 milhões de reais em pesquisas na área.

Róber Bachinski é pesquisador e ativista dos direitos dos animais e afirma que a lógica dos métodos de teste com bichos ainda persiste nos laboratórios: "Não é uma coisa difícil de ser implementada, não é algo de outro mundo. É uma mudança de como se faz a ciência. É uma outra forma de fazer ciência".

A polêmica em torno dos testes realizados em animais ganhou força no Brasil no ano de 2013, após denúncias de maus-tratos em animais usados em pesquisas e testes de produtos farmacêuticos no Instituto Royal, em São Roque, no interior de São Paulo. 

Depois de negociações e reuniões sem acordo, cerca de 100 ativistas quebraram o portão do Instituto, em outubro de 2013, e retiraram do local 178 beagles, sete coelhos e também ratos. A maioria dos bichos foi adotado pelos próprios ativistas. 
Segundo informações da Polícia Civil de São Paulo, as investigações sobre os maus tratos foram encerradas em fevereiro de 2015, sem a comprovação da prática do crime.

FONTE: CBN

6 comentários:

  1. Falta investimento no coração de vocês, cientistas, para que sintam o sofrimento do outro como se fosse o seu próprio, porque a cobaia sente a dor que seu filho humano sente, chora como sua mãe querida chora quando está doente e você, experimentador, não aprecia ver o sangue deles derramado e serem torturados antes de morrer.

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  2. Será que para ser cientista é necessário ser desprovido de bons sentimentos?
    Espero ver mudanças antes de deixar esse mundo porque ando tão cansada...

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  3. Quanta FALÁCIA. O Boticário faz testes alternativos há DEZESSEIS ANOS? é mesmo? Oficialmente eles pararam com os testes em 2000...mas uma rápida pesquisa pela net - que qualquer um pode fazer - revela algo bem diferente. Algumas pessoas corajosas falam... e há o caso da sobrinha de uma amiga minha, que escolheu um dos laboratórios de O Boticário, em Goiás, para fazer estágio, exatamente, por crer que eles não testassem em animais. Mas, quando lá chegou, uma das meninas que trabalhava no local disse que havia cobaias no recinto...ela deu meia volta e nunca mais voltou. A Natura diz não testar, oficialmente, desde 2006, mas, em seu próprio site, procurando, uma pessoa que possui um blog que visito, encontrou a informação de que eles compram - ou compravam - de fornecedor que testava em animais, e o que é isso senão um teste no final das contas? Além disso, uma outra pessoa que possui um blog que eu também visito, disse que uma de suas seguidoras denunciou que a Natura estaria terceirizando os testes na UNESP de Araraquara. Ela cursa farmácia e ouviu isso de dentro do curso. Os SACs das empresas mentem e o consumidor deve ficar muito atento a tudo o que diz respeito a esse assunto. De resto, neste país corrupto, de pessoas gananciosas, levianas e covardes, duvido que essa prática não se protele por muitos e muitos anos ainda, infelizmente, por não haver nenhum interesse real em substituir os pobres pequeninos que são abundantes e fáceis de conseguir. Afinal, a dor e o sofrimento é deles e não nosso - eis a fundamental questão.

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  4. Verdade, Marcia Caetano, as empresas estão se lixando com a dor dos animais, o que importa é o retorno monetário de seus produtos. O que temos que fazer é consumir menos e boicotar empresas que TORTURAM nossos amigos de pelos.

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  5. ai, sabe, eu sou realista, pra mim, os testes tem q ser feito nas mães dos cientistas, até porque elas pagam pros filhos se formarem, e torturarem depois os inocentes, indefesos, tipo q seja um ritual achando-se de prosperar as custas dos animais.

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