04/04/2016

Pais tentam superar tragédia cuidando de animais de rua

Gente boa mesmo.... fiquei emocionada quando li a matéria.... 
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Família construiu um canil para dar sequência ao sonho de uma das vítimas do acidente na BR-376

O amor que a jovem Gabriele Machado Scheifer, de 12 anos, tinha pelos animais abandonados está sendo o combustível para que seus pais, Marcelo Scheifer e Alessandra Machado, além de seus dois irmãos, possam suportar a morte da menina em um acidente de trânsito ocorrido
em agosto de 2014.

O carro em que ela estava, na companhia dos avós maternos Leônidas Machado e Maria Sirlei Machado, da tia por parte de mãe, Clayre Suelen Machado, e do primo Eduardo Gomes Madureira, foi atingido por um caminhão na Avenida Presidente Kennedy, perímetro urbano da BR-376. Nenhum dos ocupantes do veículo sobreviveu. Eles voltavam de um jantar realizado para comemorar o aniversário de Gabriele.

“Nós temos um restaurante. Um dia, a Gabriele estava sentada em frente do estabelecimento, quando um cachorro se aproximou. Ela imediatamente começou a acariciá-lo. Eu, com o instinto de mãe, chamei sua atenção, principalmente por conta das doenças que o animal poderia transmitir. Ela me olhou e respondeu ainda brincando com o cachorro: ‘Mãe, ele não tem culpa de estar na rua. O ser humano que abandou ele que tem culpa. Ele não precisa apenas de alimento, precisa de carinho’”, contou a Alessandra ao Jornal da Manhã.

Procurando forças para acordar todos os dias e para preencher o vazio deixado pelas mortes, Alessandra então resolveu construir um canil. “A Gabriele queria ser médica veterinária. Todo animal que via pela rua e que aparentava precisar de cuidados, ela queria levar para a casa. Com o acidente, passei a viver esse sonho. Logo depois que tudo aconteceu, a cachorra que ela cuidava, a Nina, acabou fugindo. Dias depois, ela reapareceu. Como estava em período fértil, acabou ficando prenha e deu a luz a oito filhotes. Eu não tinha preparo psicológico para doar eles. Acabei ficando com todos”, afirma.

Somado aos oito cachorros, Alessandra se viu com outros dois que já eram de Gabriele e mais dois que pertenciam a seus pais e sua irmã. “Estava com todos esses animais e morava em um apartamento. O jeito foi ir para um lugar maior”, explica.

Vivendo hoje em uma chácara na Vila Shangrilá ela dedica seu tempo a 23 animais de rua. “Não pegamos todos os que a gente vê. Resgatamos aqueles que por algum motivo estão debilitados, maltratados, assim como queria fazer a Gabriele”, destaca a mãe. “Todo o amor que eu dedico aos animais e também a esses espaço é como se eu estivesse dedicando para os familiares que perdi”, finaliza Alessandra.

DEFESA
Caminhoneiro tem novo advogado
O caminhoneiro que vem sendo responsabilizado pelo acidente, Rafael Conrado, segue detido na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa. Nesta semana ele apresentou um novo advogado de defesa, Renato Tauille. Antes, o caso vinha sendo cuidado pelo advogado Davison Silva. A estratégia da defesa é dar sequência ao recurso que tramita no Tribunal de Justiça de Curitiba e que pede para que o réu não vá a júri popular.

O QUÊ
>> Lição de vida
A família explica que o canil vem sendo mantido com recursos próprios. “Não contamos com a ajuda de ninguém. O gasto é alto, pois além da ração, os animais precisam de medicamento”, revela Alessandra Machado. “Mas isso não importa. O que vale é a lição de vida que minha filha me deixou em um espaço de tempo tão curto de vida”, conclui.

FONTE: arede.info

5 comentários:

  1. Que menina iluminada! Ja pensaram essa mãe, com todas essas perdas? Poderia ter se tornado amarga, mas soube transformar sua dor em um bem aos animais! Que Deus os proteja!

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  2. Jorge Romano04/04/2016 17:12

    A Gabriele era realmente determinada. NADA impediu de realizar o seu sonho. No passado, em um momento de perda, escutei a musica "Tudo novo de Novo" do Moska. Não sei para que momento a musica foi escrita, mas para mim caiu como uma luva. O mesmo acontece agora com os pais da Gabriele. Que possam superar suas perdas e encontrar paz mantendo vivo o sonho da filha.

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  3. Ela tinha apenas doze anos e deixou uma lição de vida tão maravilhosa! Seus pais devem se orgulhar de terem tido uma filha como Gabriele, a filha que todos gostariam de ter.

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  4. Maria do Carmo04/04/2016 19:47

    Meus olhos se encheram de lagrimas....que maravilha de atitude...essa menina deve estar muito feliz aonde quer que esteja.....

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  5. É o que sempre repito: tudo é genética. A genética a fez bondosa e generosa; a genética continua a fazer o bem que para ela, Gabriele, foi interrompido. Parabéns aos pais dessa menina única.

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