22/06/2015

Funerária Animal - Portugal

Bacaninha.... aqui no Brasil, pelo que sei, tem cemitério e cremação individual, não?
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Fazer o velório de um cão ou a cremação de um gato são homenagens que muitos donos de animais prestam. Em Portugal há uma Funerária Animal, criada por duas veterinárias.


Putchy, um chihuahua de 20 anos, morreu há um mês. Cresceu com o dono mais novo, o David Manita, de 25 anos. "A companhia de uma vida", "o irmão que não tive", diz o rapaz. 


Quis prestar uma última homenagem ao "velhinho", como agora o chamava, e se a morte do cão foi para ele um dos piores momentos, já a cerimônia de despedida "foi a melhor coisa que aconteceu nos últimos tempos". É que, "ao fim de tantos anos, deixa de ser um animal e passa a ser família".

O chihuahua morreu de velhice, viveu muito mais do que o previsto, o fim podia acontecer a qualquer momento e David até tinha programado enterrar o Putchy no jardim da vivenda onde morava com os pais. Mas a vida alterou-se, vive agora com o pai num apartamento, e teve de alterar os planos. "Comecei a pensar no que poderia fazer, visto que não tinha hipóteses de o enterrar. Procurei na internet alternativas, pedi conselhos a veterinários e todos indicavam a Funerária Animal." É a primeira e única funerária dedicada aos animais em Portugal.

Foi fundada em 2008 e presta serviço a todo o tipo de animais domésticos de pequeno porte, mas são muito mais solicitados pelos donos de cães e gatos. Os animais exóticos vêm em terceiro lugar. Rita Correia e Inês Cruz, ambas com 36 anos, são as sócias da empresa. Duas veterinários colegas de curso e que se aperceberam de que não havia resposta "digna" no caso da morte de um animal de estimação. Foi há sete anos. Hoje, muitas clínicas e hospitais veterinários já encaminham os cadáveres para a incineração, mas não fazem funerais.

Fonte: Diário de Notícias - PT

9 comentários:

  1. Maravilhosa a dedicação mútua entre tutor e seu cão, no entanto em uma época de flagrantes contradições no mundo animal onde um país faz uma festa para comer cães e de outras vezes quando cães são vestidos, paparicados como um bebê e alimentados à mesa como se fossem pessoas, penso ser fundamental que a humanidade atinja o equilíbrio de um denominador comum, tratando os cães com todo o amor de que for capaz porque eles merecem, mas sem destituí-los do que são, do que preferem ser, do que sua espécie sinaliza que seja para sua própria experiência existencial. O dinheiro gasto com velórios e cemitérios de animais seria melhor direcionado para os cães abandonados ou abrigados em situação de dificuldade extrema que precisam do básico pois nem mesmo o básico às vezes têm. A melhor homenagem que se pode prestar a um cão amado que partiu é ajudar aqueles que estão quase mortos de fome e de frio, mas ainda estão vivos.

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  2. Sempre amei e tive animais - de várias espécies -, mas quando morriam eu os enterrava no quintal, envoltos em um saco de papel. Funerária? nem pensar! Se não há quintal para enterrar, que se incinere. Considero que já ocupamos e destruímos espaços em demasia quando vivos para que, após a morte, ainda façamos mais do mesmo. Crematório para nós, incineração para eles - o dinheiro que seria gasto com essa futilidade, que se doe para tratar de outros que nem têm o que comer ou onde ficar.

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  3. fabiola ratton22/06/2015 17:51

    Eu mandei cremar minha cachorra Valentina e o gato Domenico em cremação individual pq não temos mais espaço no quintal. As cinzas jogamos no jardim. Eu tb quero ser cremada. Mas não gosto disso de velório e grandes cerimônias para ninguém, nem para mim. Por coincidência ouvi hj um programa numa rádio sobre cremação e fazem até peças de cristal com as cinzas dentro ou transformam em diamante. Sei lá, acho que precisamos entender que tudo isso é só matéria e pensar na solução mais ecológica possível.

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  4. Aqui, crematório particular é muito caro. Sei de gente que, por falta de carro para levar o corpo do animal até o CCZ, coloca-o em sacos de lixo e espera o lixeiro levar; tem alguns que esperam anoitecer para enterrar num terreno baldio próximo ao campo de futebol para que ninguém veja e tem aqueles que, simplesmente, descartam em qualquer lixão.

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  5. Jorge Romano23/06/2015 19:15

    Perdão mas vou discordar. Prestar uma ultima homenagem ao nosso amigo/filho de quatro patas (ou duas) não prejudica a ajuda aos animais abandonados. No meu caso, após cremar um filhote que partiu, passei a conhecer a proteção animal. Antes eu gostava, fazia carinho e ajuda quando solicitado. Depois a iniciativa veio primeiro. Eles fazem parte da familia e devem ser tratados como tal na sua morte. Enterrar em fundo de quintal não é certo e contamina o solo. Em cidades grandes a cremação sempre deve ser a opção (inclusive para humanos), quando possível. Deixar para a clínica veterinária resolver o problema também é furada. Os corpos, na melhor das hipóteses, são amontoados em freezer e aguardam atingir o peso mínimo para serem cremados com mais economia. Entendo que a cremação individual geralmente não é viável, mas sendo possível, opto por ela. Já guardar as cinzas em urnas, acho muito funebre e desnecessário, afinal ninguém vai acariciar um monte de cinzas e ali nada mais existe do ser.

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    Respostas
    1. Concordo com você em relação a contaminação do solo, mas devemos concordar que cemitérios humanos contaminam tanto quanto, mas por questões religiosas, todos ficam bem caladinhos.

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    2. Sheila, please, dá pra trocar o link "sair " de lugar? Quase que clico nele outra vez, por engano! Põe ele lá embaixo, depois do "notifique-me" ou inverte ele com "publicar".

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    3. Oi Victória, isto já é do próprio blog. Não tenho como mudar, entende? sinto muito.
      bjs

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    4. Agradeço, assim mesmo!

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