04/04/2015

Mulher que matou cão a facadas é multada em R$ 6 mil.

A Polícia Militar Ambiental de Bauru, no interior de São Paulo aplicou uma multa no valor de R$ 6 mil à comerciante suspeita de ter matado um cão a facadas . O caso ocorreu na noite da última sexta-feira, no Jardim Terra Branca, e gerou comoção entre os moradores e nas redes sociais.

O auto de infração baseia-se na resolução número 48 da Secretaria Estadual de Meio Ambiente. O valor da multa para quem pratica ato de abuso, maus tratos, fere ou mutila animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é de R$ 3 mil, por animal. Porém, o valor é dobrado em
caso de morte. A Polícia Ambiental afirma não ter sido acionada no dia do crime.

A comerciante, de 39 anos, prestou depoimento à Polícia Civil na manhã e ontem e, no início da noite, um novo protesto foi realizado por defensores dos animais. Desta vez o grupo, usando roupas pretas e munido de cartazes, pediu por justiça e por mudança das leis que tratam crimes de maus tratos - para que sejam mais rígidas. Os manifestantes também mencionaram a morte de sete gatos encontrados em frente a uma residência e em sacos de lixo em um terreno no Jardim Bela Vista, na manhã desta terça-feira. Os moradores acreditam que eles tenham sido envenenados.

“Amo os animais. Faço o que posso para ajudá-los. A manifestação foi pacífica. Infelizmente algumas pessoas não puderam comparecer, mas isso não nos enfraqueceu. Queremos justiça em relação ao cachorro morto a facadas e leis vai rígidas em relação aos maus tratos e abandono”, disse a recuperadora de crédito Camila Marim, que participou da manifestação.

Na noite de sábado, menos de 24 horas após a morte do animal, cerca de 80 pessoas também protestaram na frente da casa da suspeita. Velas foram acesas na calçada da casa e cartazes colados no portão. Na manhã seguinte, o imóvel estava completamente pichado. Os defensores de animais negam participação e condenam o ato.

“Em nenhum momento nós da manifestação incitamos esse tipo de violência, que aliás, também somos contra. O que nós queremos é justiça pela morte desse animal”, afirma a protetora de animais Leandra Marquezini.

“Nós alertamos as pessoas que protestem, mas de forma pacífica”, alerta o delegado seccional de Bauru Ricardo Martines. Segundo vizinhos, a família da comerciante saiu da casa desde o ocorrido e tem ficado na residência de familiares em Bauru e na cidade de Gália (SP).

Como o crime é considerado de baixo potencial ofensivo, a suspeita responde em liberdade. Ela também registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil por conta dos danos no imóvel e por ter recebido ameaças de morte. Em relação à multa aplicada pela Polícia Militar Ambiental, cabe recurso que será julgado por uma comissão interna da instituição.

Morte do animal
Um cachorro sem raça definida foi morto a golpes de faca em Bauru, no interior de São Paulo, no fim da noite de sexta-feira. Tudo teria ocorrido depois que o cão cruzou com uma cachorra da raça shar-pei que pertence à família da mulher. O crime, registrado na rua México, chocou os moradores da cidade.

“Eu vi ela sentada na calçada na posição que ela esfaqueou o cachorro. Ela sentou com cachorro no chão e ficou esfaqueando e, logo à frente, vi o cachorro andando cambaleando. Ele andou uns 20 metros e caiu. Foi muito rápido, deve ter perfurado pulmão”, relatou um vizinho que pediu para não ser identificado.

Ele conta que várias pessoas presenciaram o crime. “Tudo aconteceu ainda embaixo da luz do poste, pra todo mundo ver com clareza. Foi logo ao lado tem um prédio, então, teve muitas testemunhas”, relatou.

Segundo o boletim de ocorrência, a comerciante fazia um churrasco no quintal de casa e o portão da frente estava aberto. Ao notar que a cachorra havia saído, ela foi atrás do animal e carregava nas mãos uma faca de cozinha que usava no churrasco. Quando viu os animais cruzando tentou separar a cachorra.

“No momento em que o cachorro mordeu sua mão, para se defender usou a faca que tinha na outra mão e acabou dando facadas no cachorro, que fez isto como forma de se defender, sem intenção de matá-lo”, diz o boletim de ocorrência. A mulher informou à polícia que os vizinhos a hostilizaram, por isso pegou a cachorra e entrou na casa até a chegada dos policiais.

Por conta do ferimento na mão, a mulher foi levada ao Pronto-Socorro Central, medicada e liberada. A faca utilizada no crime não foi encontrada.

Serviço centralizado
A direção do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-4) e a Delegacia Seccional de Bauru decidiram centralizar os crimes contra o meio ambiente, que inclui maus tratos contra animais. A partir desta quinta-feira, todas as ocorrências desse tema ficarão sob responsabilidade de apenas um delegado, Dinair José da Silva. Também compõem a equipe um escrivão e dois investigadores.

O delegado seccional de Bauru, Ricardo Martines, explica que a medida vai trazer benefícios. “As pessoas vão saber a quem procurar especificamente e o doutor Dinair tem contato com ONGs, protetores, e isso vai facilitar o trabalho de investigação. Porém, a equipe não vai trabalhar exclusivamente com esses casos. Vai atuar também em outros tipos, já que o volume de casos relacionados a esse tema não é esse que se propaga”, afirma. Em 2013, a unidade policial que recebia denúncias específicas sobre crimes contra o meio ambiente foi extinta, após determinação da Polícia Civil para que todas as delegacias fossem aglutinadas em um único prédio, dando origem à Central de Polícia Judiciária (CPJ). A partir de então as ocorrências eram distribuídas entre os delegados. A reivindicação de uma delegacia específica para tratar esse tipo de caso é antiga, principalmente por parte dos protetores de animais já que relatos de maus tratos são frequentes na cidade. A decisão foi comemorada por ONGs ligadas à causa animal e protetores independentes, como Leandra Marquezini. Ela acredita que o caso do cão morto a facadas e os recentes protestos tenham influenciado na decisão. “Depois que a delegacia fechou nós ficamos desamparados. Eles registravam BO, investigavam, mas não com a mesma atenção. A nossa luta não é de hoje. Na semana passada, por exemplo, resgatei uma cadelinha vítima de abuso sexual. Fora tantos outros animais vítimas de maus tratos. Tenho mais de 80 em casa, entre cães e gatos. Estamos emocionados e muito contentes com essa decisão”, comemora. Ela organiza em Bauru uma marcha em prol dos animais que será realizada no próximo dia 26 simultaneamente em diversas cidades do país. A principal reivindicação é que a pena para o crime seja mais rígida. Atualmente varia entre três meses a um ano de prisão, geralmente convertida em pagamento de cestas básicas e trabalho comunitário. O pedido é para que passe a ser de oito a 10 anos de reclusão.

FONTE: MeioNorte

3 comentários:

  1. Essa desgraçada fez por que era um vira lata
    Não Valorizo Raça, Valorizo Individuos

    ResponderExcluir
  2. Esta senhora é uma assassina em potencial.
    Ninguém esfaqueia um animal por estar seguindo seu instinto natural.
    Ela deveria ser presa.

    ResponderExcluir
  3. Renata Samer Nunes da Silva04/04/2015 19:46

    No mínimo ela tem a cadela sar pei para procriar e vender seus filhotes, possivelmente quando essa cadela já não servi mais para procriar será uma canditada a ser desovada nas ruas entregue a própria sorte ou uma ong da cidade encontrá-la e dá a ela um final de vida digno. Essa Lei tem que ser mais dura, além da prisão ser mais anos, não poder NUNCA mais ter animal nenhum de estimação.

    ResponderExcluir

Agradecemos seu comentário, porém, não publicaremos palavrões ou ofensas.
Os comentários não representam a opinião do portal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

EM DESTAQUE


RECEBA NOSSOS BOLETINS DIÁRIOS

Licença Creative Commons

"O GRITO DO BICHO"

é licenciado sob uma Licença

Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas

 

SAIBA MAIS


Copyright 2007 © Fala Bicho

▪ All rights reserved ▪