29/03/2014

Avanços para a retirada de animais das pesquisas científicas

O fato é que, quando se quer, é possível sim retirar os animais da pesquisa...... Vejam estes dois avanços:
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Nova descoberta pode acabar com testes em animais nas pesquisas científicas

Todos os anos cerca de 25 milhões de vertebrados são usados ​​em pesquisas, em testes e na educação nos Estados Unidos. Mas uma nova descoberta anunciada na terça-feira promete mudar esta prática: os fígados artificiais, tecnicamente chamados de “fígados quimiossintéticos”. As informações são do Take Part.

Mukund Chorghade, diretor científico da empresa Empiriko, que trabalha na descoberta de novas drogas, apresentou a pesquisa de sua
equipe na reunião da American Chemical Society, em Dallas. Se aprovada, os cientistas serão capazes de testar remédios sem experimentação em animais.

“Estes fígados quimiossintéticos não só produzem os mesmos metabólitos que animais vivos em uma fração do tempo, mas também proporcionam um perfil metabólico mais abrangente, em quantidades muito maiores para mais testes e análise”, disse Chorghade no anúncio.

Até agora, a equipe testou mais de 50 medicamentos nos quais as reações químicas dos fígados quimiossintéticos imitaram com sucesso as de um fígado animal.

Com mais 50, a equipe vai cumprir a exigência do FDA (Food and Drug Administration) para a aprovação regulatória.

Muitos advogados e cientistas há muito tempo questionam a relevância de testes em animais, considerando o avanço da pesquisa e da tecnologia.

Além de razões controversas morais, custos elevados e métodos demorados, a prática muitas vezes não consegue produzir os mesmos resultados derivados de testes em humanos.

A Newsweek relata que após um componente químico ser considerado seguro para os animais, ele só tem 8 % de chance de ser aprovado para seres humanos.

“É um processo muito meticuloso, trabalhoso e caro”, afirmou Chorghade. “Frequentemente, os cientistas têm que matar muitos animais.”

Embora a ACS, a maior sociedade científica do mundo, acredite que a nova tecnologia pode colocar um fim a testes em animais, nem todos estão tão otimistas.

Edythe London, professora e cientista sênior da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, tem dedicado sua carreira aos estudos dos efeitos do abuso crônico de drogas.

O uso de primatas em seu laboratório fez dela um alvo de grupos ativistas de proteção animal.

Devido a isso, ela tem de justificar o uso de animais na ciência: “Nos esforçamos constantemente para minimizar o risco para eles”, escreveu London, em um artigo no Los Angeles Times.

“No entanto, uma certa quantidade de risco é necessária para nos fornecer as informações que precisamos de uma forma rigorosamente científica.”

O que ela pensa sobre a alternativa de Empiriko?

“O novo método de fígado in vitro oferece vantagens de custo e tempo”, diz a pesquisadora. “Tem o potencial para reduzir, mas não eliminar a necessidade de ensaios in vivo dos animais.”

O FDA ainda exige testes em animais para todas as novas drogas. Se esta política está chegando ao fim, só o tempo dirá. Pelo menos um esforço promissor é meio caminho andado. (ANDA Agência de Notícias de Direitos Animais)

FONTE: A Crítica
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 “Peixes virtuais” podem substituir os reais em experimentos

Número de animais sacrificados irá diminuir
Foto: mdalmuld/Creative Commons
Cientistas da Universidade de Plymouth, na Inglaterra, estão estudando a eficácia do uso de “peixes virtuais” para experimentos de toxicidade e concentração de substâncias químicas no ambiente.

A universidade já tinha aperfeiçoado a técnica de obter células do fígado de trutas para manipulá-las e formar esferóides tridimensionais. Estas bolas de células se comportam de forma muito mais parecida com tecido animal normal que células cultivadas de modo tradicional em laboratório. E podem dar aos cientistas um modo mais acurado de ver como o corpo de um animal responde a
substâncias químicas no ambiente.

Agora, planejam desenvolver a técnica com células da guelra e estômago de peixes, num experimento que tem o potencial de reduzir o número de animais vivos exigidos pela pesquisa científica.

Segundo Awadhesh Jha, professor de toxicologia genética e ecotoxicologia da Faculdade de Ciências Biológicas da universidade, “tradicionalmente, os processos vitais fundamentais são estudados em nível de todo o corpo, mas por razões éticas e legais tem havido muita ênfase no uso de células, tecidos e órgãos crescidos fora dele.”

De acordo com o governo britânico, quase 59.000 peixes foram usados em estudos de ecotoxicologia no país em 2011. Mas novas regulamentações levarão a um grande aumento de produtos que exigirão testes, e isto potencialmente envolveria milhões de animais vivos nos próximos anos.

A técnica desenvolvida em Plymouth não usa animais vivos, e os cientistas acreditam que poucos peixes podem gerar as células necessárias para os testes, com o benefício adicional de que os esferóides duram bem mais que outras amostras criadas em laboratório, e podem ser usadas para experimentos mais detalhados, relata o EurekAlert.

6 comentários:

  1. Eu não entendo. Tem tanto bandido vagabundo, psicopata e sem recuperação lotando as cadeias mundo afora. Por que não utilizá-los nessas pesquisas? E em muitos casos, seria até melhor que a pena de morte. Aqui mesmo no Brasil, o que tem de bandido perigoso e que mesmo de dentro da cadeia ainda oferece perigo para a sociedade e com a certeza de que um dia será solto para praticar novamente seus crimes: por que não utilizá-los nas pesquisas, ao invés dos pobres animais que nada fazem às pessoas?

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    1. Muito boa a sua ideia, Anônimo. Uma finalidade honrosa e útil para os que estão no corredor da morte: ao invés de pena de morte, pena de vida salvando a vida dos outros e a própria. Quem sabe assim acabam virando heróis bandidos? Para os animais, liberdade vigiada para não se perderem por aí, caindo na rede ou sendo alvo de balas perdidas.

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    2. to com vocês dois, tanto vagabundo lotando cadeias , faria um bem enorme servindo de cobaia no lugar dos bichos

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    3. Concordo com vocês todos ....e acredito que boa parte da população global também.
      O que e como fazer para que essa ideia chegue aos que podem propor essas mudanças.... Acredito que "apresentada" essa "proposta", vai aparecer adepto de todo lado ! O povo esta de saco cheio de impunidade e de "sustentar bandido, assassino, pedófilo, psicopata" Evelina

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    4. É fácil pensar assim quando não foi você que nasceu preto, pobre e não recebeu educação adequada, não acham?

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  2. conceição29/03/2014 11:07

    já tinha lido a matéria e achei o máximo.

    lógico que vamos ficar aqui torcendo para que animais parem de ser torturados.

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