07/02/2014

O Manifesto Antiveganista - por Thales Trez

Nosso amado Thales Tréz fez uma lavada de alma de muita gente ao revelar um enfoque que pouca gente percebe no dia a dia. 

foto  do Thales por Carlos André Zucco

Particularmente, venho falando sobre o tema faz muito tempo, inclusive na apresentação do ENAPA em outubro de 2013 (minutos 1:57 e 7:17), onde chamo a atenção deste gueto formado pelos chamados radicais veganos, ou pelos veganistas, assim interpretado por Thales. 

Tenho inúmeras postagens chamando a atenção para o que tão brilhantemente colocou o autor do texto que publicamos abaixo para uma reflexão de nossos leitores. 

E, graças a saber que uma mente tão revolucionária foi capaz de escrever todo este manifesto, vou tomar coragem para dizer com todas as letras: graças ao fanatísmo de "veganistas", Francione se tornou um chato.... 

Eu sempre li Desmond Morris (autor do livro Contrato Animal que mudou radicalmente minha cabeça), Tom Regan, Peter Singer, e outros tantos, com o devido respeito e absorvendo/adaptando tudo que é possível utilizar na nossa realidade. Mas, Francione, apesar de concordar com tudo que ele pensa, nos coloca num plano irreal e faz da vida de uns fanáticos um troço esquisito p´ro meu gosto, em se tratando em defesa animal. 

É, porque não vejo veganos agindo, também, na linha de frente.... geralmente, atuam nas ações ideológicas, o que acharia MUITO BOM se não vivessem apontando o dedo para esta gente da proteção dedicada que deixa até de comer para alimentar seus bichos!!!! 

Por isso que nunca falo se sou vegetariana, vegana, ovolactonãoseioque, carnívora, bemestarista e outras designações quaisquer.... Acho isto uma babaquice sem precedentes. Temos que avaliar trabalhos, independente de qualquer credo pessoal. Os arrogantes acham que o mundo está aí para ser consertado... Pretensionamente, trabalho, apenas, para melhorar o caos que os humanos estão provocando neste planeta.  

Bem, mas, a palavra é do meu querido Thales .... o texto é um bom exercício reflexivo do que cada um de nós tem colaborado na grande causa dos animais. 


4 de fevereiro · Editado
O MANIFESTO ANTIVEGANISTA

Antes de qualquer coisa, não tenho nada a perder. Nunca desejei ter qualquer status exponencial no movimento de direitos animais. Se de alguma forma posso ser considerados por muit*s como uma referência neste cenário, foi por conta de minhas atividades de pesquisa acadêmica sobre o tema da experimentação animal, que, por contingência, me levaram inevitavelmente ao cenário deste movimento. E é deste convívio, já de longa data, que este texto surge: como um parto espontâneo, sincero, e que talvez chova no molhado para alguns. Mas é a minha chuva.

Dito isso, vamos ao que realmente interessa.

Preciso de antemão distinguir dois personagens arquetípicos do movimento de libertação animal: o
vegano e o veganista. Ao final, você leitor, deverá avaliar onde se encontra. A crítica que faço, e que considero de certa forma urgente (dada a expansão do movimento de libertação animal), é voltada ao veganista.

E vou começar grosso. O que separa um veganista de um fascista é uma linha muito tênue. São indivíduos altamente apegados às suas certezas e verdades, e as querem impô-las à sociedade como um todo, e a toque de caixa. O veganista defende a monocultura do pensar e do agir, e defendem um absolutismo moral, pois não vê nada entre este absolutismo e a postura relativista moral - um cachorro morto fácil de chutar (me perdoem o aforismo). E o instrumento principal deste absolutismo, talvez sua utopia última, é o discurso recorrente (e simplista) da “coerência” - não obstante gerador da uma atitude auto-policialesca constante, acaba ainda por provocar o policiamento do outro. Mas exigir coerência do ser humano, além de grosseiro, é anti-humano. A coerência não tem meio termo – ela é, ou não é. O “ser coerente” é um ser acabado, previsível, reto, programado, estável. Por fim, desinteressante. O “mantra da coerência” no discurso veganista é muito mais uma referência ao “apego às verdades” do que uma chamada à consciência. Particularmente, espero coerência apenas das máquinas, mas nunca do ser humano – este rascunho, projeto titubeante de vida, torto, vagaroso... todas essas qualidades, acreditem. Neste aspecto, o veganista não vive um paradigma, mas sim um dogma.

Os veganistas vivem sob a tensão de uma sociedade hegemonicamente especista, da qual procuram distintivamente se isolar, gerando uma polarização “veganistas versus humanidade”. Um dos sintomas desse isolamento é a notável e curiosa endogamia existente nesse meio. Não concebem a ideia, por exemplo, de namorar um(a) carnívor*, porque, para o veganista, “você é o que você come” – um absurdo grosseiro e reducionista do que realmente somos. Tenho dificuldades em me ver reduzido aos meus hábitos alimentares, e aos valores agregados a eles. Creio que sou muito mais do que isso. Aliás, o que comeriam os tantos veganistas homofóbicos, reacionários, contrários ao MST (“comedores de carne”) que conheço? Sim. Somos muito mais do que aquilo que comemos. E nisso, há pessoas que são muito interessantes e com as quais aprendi e aprendo muito em relação às qualidades e virtudes que considero nobres para o ser humano – e se comem carne ou bebem leite, isso é apenas um detalhe (não para um veganista, obviamente).

Veganistas geralmente tem um comportamento de gueto – onde encontram um conforto ou refúgio compreensível à parte da “sociedade especista”, – que lhe impõe costumes e valores caros à sua vivência. Lembro de uma camiseta com cinco bonecos sorridentes de mão dadas, onde cada um dos bonecos tinha uma letra da palavra VEGAN. Esse desenho é didático com o que quero dizer sobre este tipo de comportamento de gueto. No máximo, os veganistas costumam tolerar as pessoas não-veganas, pois entendem, e muitas vezes inconscientemente, que têm a missão primeira de converter o “outro diferente” à sua própria perspectiva. E isso inclui todo mundo: a namorada, o filho, a mãe, o bisavô gaúcho de 80 anos... e até os esquimós, por que não? Mas até então elas não fazem parte do seu restrito alfabeto de cinco letras. A alteridade para o veganista se dá no limite em que esse “outro diferente” possa ser transformado. Por isso é muitas vezes correto utilizar a expressão “conversão ao veganismo”, ou mesmo o termo “cair”, quando, por alguma distensão, confessam com dor que sucumbiram ao pecado da incoerência.

São, assim, missionários de uma verdade. Com a prática de seus valores e ideias, procuram se eximir do processo histórico que a humanidade construiu coletivamente, a fim de se livrar imediatamente do atual fardo insustentável que implica na morte de milhões de animais a cada dia. Muito da militância veganista, quando não é uma expiação de culpa por ser humano (e ter vergonha da própria espécie), é uma declaração desesperada de distinção, de não pertencimento, que gera sofrimento e frustração quando percebem que o mundo em que estão não é o mundo que desejam para amanhã - by all means necessary.
Sofrem, por vezes silenciosamente, com o amigo que come carne, e que por tantas vezes foi alertado sobre as implicações morais deste hábito, havendo inclusive concordado com as informações que foram exaustivamente debatidas. O veganista não entende isso. Ou pior: não aceita isso. “São fracos”, afirmam. Para o veganista, informação é a ferramenta mais eficaz para a mudança de hábitos. Mas não para por aí. Se o amigo deixar de comer carne por questões ambientais, não vale. São sujeitos que sofrem de muita ansiedade. E não deve ser fácil...

O veganista sofre ainda de “miopia moral”, cujo sintoma é um absolutismo simplista que se resume em a enxergar a humanidade em preto e branco. Por exemplo, ou você é abolicionista, ou bem-estarista. Partem de uma receita de um ídolo intelectual, a qual prestam grande reverência: Gary “Sai Baba” Francione – de onde passaram a adotar a postura de escrachar Peter Singer, que passou a ser bem-estarista... e incoerente, claro. Francione foi o responsável por cunhar o termo “esquizofrenia moral”, estigmatizando ainda mais uma condição psicológica que escapa ao normatismo aceitável em nossa sociedade. E isso é muito conveniente para o veganista, pois atestam a si próprios uma declaração de sanidade moral. Por sorte, o tratamento da miopia é bem mais fácil...

Gosto de descrições anedóticas. Ilustram bem o que gostaria de dizer sobre este personagem em questão:

Namorei uma garota que era veganista. Em um episódio, vi 8 oito anos de coerência e rigidez intelectual se desmancharem em um quase orgasmo quando esta querida companheira se desmanchou juntamente com um petit-gateau, em um pub qualquer. Ainda que o acordo era que dividiríamos o dito cujo, me deliciei unicamente com a cena que levou ao completo desmantelamento daquela sobremesa, sem qualquer intervenção de minha parte. A cena é indescritível, de tão bela e poética. Ver toda uma estrutura coerente, altamente sofisticada e lapidada, se desfazer em uma explosão prazerosa de memórias não apenas organolépticas, mas de vida, e tudo em absoluto silêncio, e sem culpa. “Ela nunca foi vegana”, afirmam com firmeza amigos veganistas, quando propositadamente descrevo este episódio. Para estes, isso deve encerrar o assunto.

Um amigo veganista, havendo encomendado uma pizza sem queijo, mas acidentalmente recebendo-a com o queijo, jogou a pizza no lixo, praticamente ao lado de um mendigo. Disse que não poderia dar a pizza ao mendigo pois estaria promovendo o consumo de derivados animais. Bastante coerente... com a classe alta, inclusive. Aliás, veganistas são geralmente oriundos de classes bem abastadas – mas isso é apenas uma observação...

Em um momento de lazer, à beira de um lago, um amigo veganista repreendeu outros que passeavam/que pretendiam passear de pedalinho, pois o mesmo tinha o formato de um cisne, o que representaria a dominação e coisificação da natureza pelo homem. Veganistas não podem dar esse exemplo. Até hoje não sei se ele estava brincando. Mas é coerente. E tenso.

Uma grande amiga passeava com sua filha em um shopping quando se deparou com uma exibição pública do documentário “Terráqueos”. Tentou afastar sua filha das imagens chocantes, procurando preservá-la do que ela entendia ser uma abordagem inadequada, e potencialmente traumatizante (quem já viu este documentário sabe do que eu falo). Nessa evasão consciente, foi abordada com truculência por uma ativista veganista, que a acusou de conivência com o especismo, e por aí afora. Por isso tremo por dentro, como educador que sou, quando ouço falar em “educação vegana” no cenário da libertação animal – especialmente com tal concepção de que imagens e informações, independentemente de quais, e para quem sejam dirigidas, bastam para transformar as pessoas. Seria uma “pedagogia do desesperado”: uma abordagem pobre, ansiosa e agoniada.

Mas vamos ao meu caso. É comum acontecer, após minhas palestras, abordagens de veganistas que, com tantas coisas por perguntar, desejam saber se sou vegano. Não sou. E a bem da verdade, não estou certo sequer se sou vegetariano. Digo isso aos que gostam destes rótulos – como se eles dissessem muito sobre as pessoas. Me sinto mais confortável em dizer que estou vegetariano. Em mais de 20 anos de vegetarianismo (onde, diga-se de passagem, o padrão de consumo de derivados lácteos levaria qualquer indústria à falência), comi carne em duas ocasiões. Uma acidentalmente (quem nunca!?), e outra deliberadamente. Nesta última, ao visitar minha irmã em Portugal, fui recebido pela sua sogra, Dona Carmem, uma portuguesa exímia na arte da cozinha, segurando uma travessa com um bacalhau. Mesmo quando comia carne, me abstinha de peixe. Me permitam uma irreverência: à época, preferia eles dentro da água e vivos, pois fediam muito fora d’água. Mas, mesmo até então vegetariano convicto, e sem nenhuma inclinação piscívora anterior à minha dieta, não pude deixar de perceber o sorriso sincero da senhora por sobre aquele bicho, e não tive qualquer problema em me permitir devorá-lo em convictas garfadas (o azeite português e o vinho verde ajudaram, confesso). Deixei de ser vegetariano? Sinceramente, não é o tipo de pergunta que me ocupa ou me importa.

Procuro não me apegar às minhas certezas, e me permito, em algumas ocasiões, aceitar minha condição humana de incertezas, de inacabamento e, sobretudo, de incoerência. Chamar isso de “discurso conveniente” é maldade, pois ignora todo o imenso inconveniente que é levar o vegetarianismo em nossa sociedade. Prefiro que me chamem de incoerente. Não me afeta.

Escolhi ser um aprendiz de mim mesmo, e a ser paciente com as minhas transformações, bem como com as transformações dos outros, que não seguem nenhuma receita, regra, padrão, ou caminho. E aqui deixo bem claro: desejo sempre sucesso a qualquer tentativa de transformar o mundo em que vivemos. Mas sinto que as atitudes deste veganismo fundamentalista presta muito mais um desserviço à emancipação dos animais e, principalmente, dos humanos. Estamos de acordo que não poderemos emancipar os animais se não nos emanciparmos como humanos. Mas enquanto projeto, levado à cabo às suas últimas consequências, este tipo de veganismo nos conduzirá à a uma sociedade onde a paz certamente reinará entre as espécies, mas a um custo de padronização do pensamento e do comportamento que me gera um certo incômodo. Penso que esta paz pode, e deve, ser alcançada por outras vias, e sempre com o exercício da compreensão e da paciência. Porque o fim deve ser o meio.

Por sorte, nestas andanças, conheço pessoas que as identifico como VEGANAS. Conto nos dedos, infelizmente. São humildes, convivem bem com o “outro diferente”, não ficam posando de vanguarda, se autopromovendo, desejando a morte de açougueiros, ou criticando o trabalho de outras entidades de proteção animal que não seguem à a sua política ou linha de pensamento – porque são incoerentes, ou porque são bem-estaristas. Enfim, não se envaidecem e não se corrompem com a força dos valores e da luta a à qual, à sua maneira, se engajam. Não caem nesta armadilha do ego. A eles e a elas, meu apoio irrestrito. São pessoas belas, com luz, e que naturalmente, e mesmo em silêncio, militam, pois cativam mais pelo gesto de cuidado, presença e atenção, do que pelo verbo, truculência e retidão. São tranquilas, em paz com sua própria espécie e com as outras, e pacientes com a mudança, que já chega aos poucos, como um somatório dos esforços de todos, coerentes e incoerentes.

Mas que chega aos poucos.

Thales Tréz, fevereiro de 2014
Educador não vegano e incoerente.

PS. Em tempo. Na imagem ao lado, gostaria de me retratar publicamente quanto ao uso do título "Tornando-se vegano em 10 passos", bem como do site "Sejavegan.com.br", do coletivo Camaleão. É provável que outras imagens tenham sido utilizadas desconsiderando o trabalho de pessoas sérias às quais este texto não direciona a crítica a que se propõe. Estou certo que estas referências não encontram-se dentro do arquétipo veganista apresentado neste manifesto.

33 comentários:

  1. É, o Homem é um produto do meio, acho que o texto é tão facista quanto o facismo que se combate aí.
    Em alguns trechos até concordo, mas em outros, foi mal.
    Por que não um texto conciliar, sem agressividade, quando se critica exatamente a agressividade? A generalização é problemática.
    Foram os veganos que conseguiram fechar o Instituto Royal, afinal de contas.
    Menos, Sr.Thales, bem menos.
    Lopes Arruda

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    1. Concordo contigo, texto retórico. Cada um é livre para expressar seu ativismo da forma que mais se identificar, pois para mim o mais importante é libertar os bichos da condição miserável a que foram relegados. O resto é resto.

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    2. Se cada um é livre para expressar seu ativismo da forma que desejar, porquê os veganistas criticam os bem-estaristas? não é esta também uma forma de ativismo, e que tirou bilhões de galinhas na Europa, de uma vida miserável de confinamento? Onde está o respeito quando critica-se e dimuni-se o esforço do outro, que não comunga da nossa filosofia e modus operandis?

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    3. A. Abrantes, com todo o respeito, a sua comparação é bastante desconexa, os ativistas veganos simplesmente defendem a causa que abraçam, são contra o morticínio para consumo, seja ele cruel ou 'humanitário' como propõem os bem-estaristas, que nada mais são que hipócritas e covardes servis ao sistema consumista, e esse tipo de 'ativismo' é do que os bichos menos precisam. É bom rever seus conceitos.

      http://www.anda.jor.br/30/08/2013/resposta-a-reportagem-bem-estarista-da-unesp-ciencia

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    4. Sellen, permita-me discordar de você quando diz que 'este tipo de ativismo é do que os bichos menos precisam' Vamos abordar o assunto racionalmente:
      Em qual momento os animais autorizam-lhe a falar em nome deles de que este tipo de ativismo é do que eles menos precisam? Neste exato momento em que estamos aqui debatendo este artigo da ANDA que você anexou acima, milhares de animais já foram exportados vivos e mortos no Líbano/Turquia e Venezuela de Porto Vila do Conde e PORTO Rio Grande em navios negreiros de forma abominável, cruel e desumana. O artigo da ANDA supra citado é muito correto mas não diz a que veio..Depois da publicação deste lindo artigo da ANDA que obteve 14 curtidas e e 3 comentários, alguma coisa mudou na posição da UNEF e para os mais de 247 milhões de animais exportados em pé, como como meras comodities em 2013, excluindo-se as pobres almas que morreram antes mesmo de pisar no navio, durante a viagem rodoviária de quase três dias apertados dentro dos caminhões?... E aí, eu te pergunto, o que este lindo e filosófico artigo de 15 curtidas mudou? Parafraseando Caetano, tudo é lindo e maravilhoso, mas precisamos de menos conversa fiada e filosofia e mais ação. uma babaquice mesmo. Enquanto mantivermos esta mentalidade tacanha de que o movimento abolicionista é mais completo, que o bem-estarista não considera os animais e está sómente favorecendo o sistema, enquanto o movimento em favor dos animais estiver dividido por sectarismo, os pecuaristas e os carnívoros que enriquecem à custa do sangue dos animais continuarão aproveitando-se desta guerra interna e do bate-boca de comadre ao qual o movimento está reduzido e exportarão e matarão cada vez mais animais, com cada vez mais dor e sofrimento e menos consideração por sua vida e sensciencia. Enquanto deixarmos eles tratarem os animais como comodities, o ser humano NUNCA os verá como o que são- seres sencientes que inexoravelmente tem os mesmo direitos que nós. Minha vivencia com estas pessoas duras que detém o poder e que movimentam esta maldita industria é de que eles não estão nem aí para este artigo e para os livros que alcançam apenas as pessoas já focadas na proteção animal. Precisamos alcançar as massas, aquela que come carne e que não visita este blog ou o blog da ANDA ou os que lê os livros do ThalesTrés/Sergio Greif. Se as massas mudarem seus conceitos a respeito dos animais mudarão definitivamente a situação atual na qual eles encontram-se neste momento. Minha pergunta- Como faremos isso? Como poderemos mudar a mentalidade de carnívoros e cientistas, pesquisadores, pecuaristas que lucram com estes animais? publicando estes artigos e livros? NÃO, mudaremos este conceito com ativismo direto e agressivo, nas ruas, televião, a exemplo da Animals Australia e CIWF (só para citar algumas dentre tantas) que na visão de muitos veganistas, são organizações bem-estaristas. Mas sabe de uma coisa? No fim das contas, são estas organizações que estão mudando a situação miserável dos animais de produção, com seus trabalhos investigativos e campanhas de media e de rua - Os escravos negros não foram abolidos em um dia! Foi um processo longo, que atravessou várias etapas, durante mais de 300 anos de luta- Primeiro obteve-se vitória na proibição do tráfico de negros; Depois de outros 21 anos de luta, veio a lei do ventre-livre; Depois de mais 20, a lei Saraiva-Cotegipe, e então, tempos depois, finalmente através de um trabalho de pessoas dedicadas que não rotulavam-se como "bem-estaristas" ou abolicionistas, veio a Lei Áurea.O que importava era o fim, e não os meios. Só conseguiremos mudar o conceito na mentalidade das massas, se colocarmos os animais cada vez mais perto do coração, e cada vez mais longe da mesa. Como faremos isto? Fica aqui a pergunta que não quer calar,,, Parabéns à todos que trabalham para alcançar este objetivo, sem preocuparem-se com rótulos e conversa de comadre.

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    5. Você pode e tem o direito de discordar do que quiser, porém seja mais objetiva e tente ser menos prolixa, deixou claro que de 'conversa de comadre'' entende muito bem, talvez queira nivelar ao texto do teu compadre: chato e inconclusivo. Enquanto perde tempo escrevendo textos de pasquim, um bicho na tua rua pode estar precisando de ajuda.

      Eu mesma estou perdendo tempo em te responder quando deveria ler os outros posts do site e clicar para pelo menos dar um ''oi''.

      Nada contra você, mas menos ainda a favor.

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  2. Num Congresso de Prot5eção Animal - Encontro de CCZs em BH, me disseram que haveria um biólogo "papa fina", da Interniche do Brasil que nos presentearia com a sua fala.
    Fiquei imaginando um senhor de terno, postura de lorde com todo o aparato que o seu currículo exigia, entrando solenemente pelo palco. Enquanto isso o papo rolava na geral.
    Foi quando percebi um garoto, de camisa branca de malha meio surrada, uma calça daquelas de amarrar na cintura, um par de chinelas gastas e um cabelo longo tipo rastafári. E eu continuei aguardando o "lorde de terno".
    Então esse garoto começou a falar e hipnotizou a plateia. Nunca aprendi tanto em um só dia.
    A gente peca sempre pelo rótulos e entendo o que ele diz agora.
    É uma das pessoas mais fascinantes e inteligentes que conheci. Discorreu sobre tudo com tanta simplicidade e conhecimento que até hoje, muitos anos depois ainda tenho a imagem dele gravada na minha alma.
    Seria tão bom que tivéssemos pelo menos um Thales Trez em cada Estado!
    Vi naquele garoto a total ausência de vaidade, arrogância tão comuns em pessoas com muito conhecimento e aquele cordão de puxa sacos. Conhecimento ele tem de sobra e, como sobra.
    Espero que a Proteção Animal possa conhecer seus trabalhos antes de sair falando besteiras.
    Pra você Thales Trez, o meu maior respeito e carinho.
    Ana Maria de Morais
    Ex-Presidente da Sociedade Goiana de Proteção Animal - SGOPA

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  3. Oi Sheila
    Bom, sou supeita par falar do Thales e do artigo dele. Eu gostei, aliás, adorei. tenho vários artigos educados na mesma linha que ele usou e todos os veganistas que leram foram extremamente agressivos comigo, então acho que como eles não são moderados, também temos o direito de não ser de vez em quando.
    Vou também postar no meu blog, direcionando a fonte para cá, todo blog Vegano deveria postar, estamos cansados de ser agredidos verbalmente pós pessoas que até dois ou três anos atrás comiam carne e que hoje se julgam donos da verdade.
    vc disse bem na apresentação do texto:
    "É, porque não vejo veganos agindo, também, na linha de frente.... geralmente, atuam nas ações ideológicas, o que acharia MUITO BOM se não vivessem apontando o dedo para esta gente da proteção dedicada que deixa até de comer para alimentar seus bichos!!!! "
    Já discuti com veganistas que alegavam que os bois morriam devido aos protetores que os alimentação com ração, depois acabaram deixando escapar que possuíam um único animal e que mesmo assim não forneciam ração vegana porque era cara.
    Ja resgatei um fêmea srd filhote, onde haviam mais de 10 veganistas que a olharam com compaixão,acusaram os donos de te-la abandonado no entanto subiram em seus carros e a deixaram para trás.
    Ideologias não matam a fome, ações é que fazem isso.
    grande abraço

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  4. Pura verdade, tem vegano que é insuportável, se acha superior, mestre, O LIDER, coisas que jamais deveriam ser feitas por um vegano, especialmente, se ele pretende conscientizar, conheço um monte assim.
    Os abaixo citados por Thales sim, estes poderão conseguir e ajudar no processo de transformação através da conscientização humilde e inteligente.

    "Por sorte, nestas andanças, conheço pessoas que as identifico como VEGANAS. Conto nos dedos, infelizmente. São humildes, convivem bem com o “outro diferente”, não ficam posando de vanguarda, se autopromovendo, desejando a morte de açougueiros, ou criticando o trabalho de outras entidades de proteção animal que não seguem à a sua política ou linha de pensamento – porque são incoerentes, ou porque são bem-estaristas. Enfim, não se envaidecem e não se corrompem com a força dos valores e da luta a à qual, à sua maneira, se engajam. Não caem nesta armadilha do ego. A eles e a elas, meu apoio irrestrito. São pessoas belas, com luz, e que naturalmente, e mesmo em silêncio, militam, pois cativam mais pelo gesto de cuidado, presença e atenção, do que pelo verbo, truculência e retidão. São tranquilas, em paz com sua própria espécie e com as outras, e pacientes com a mudança, que já chega aos poucos, como um somatório dos esforços de todos, coerentes e incoerentes"
    Parabéns Tháles, tomara consiga conscientizar mais os "veganistas", fazendo -os olharem para sí mesmos e refletirem em suas posturas egocêntricas e ditadoras.
    Anita

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  5. O veganismo é uma 'filosofia'... e filosofias não são baseadas em compaixão e sim numa série de preceitos e crenças 'intelectuais', oriundos da mente... nunca do coração.

    @>-->---

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  6. O veganismo é uma 'filosofia'... e filosofias não são baseadas em compaixão! São advindas de uma série de preceitos e crenças 'intelectuais', nunca oriundas do coração, mas do intelecto!

    @>-->---

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  7. Uma pessoa não-vegetariana criticando os veganos tem muita credibilidade mesmo! O discurso dele seria tão válido quanto o dos veganistas, se não fosse o fato dele estar se aproveitando de sua fama de sua credibilidade no meio dos defensores para atacar os próprios defensores, o famoso "vira-casaca" HA HA HA. Não sou vegana, mas pretendo ser! Vegana não, VEGANISTA!

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  8. Sinceramente, não entendi nada. Texto demais. Ao mesmo tempo que critica o fanatismo, ele também é um fanático da sua posição. Que é uma anti-posição. Quer dizer, não está em lugar nenhum. Confuso, não?

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    1. claudete-SP08/02/2014 13:13

      concordo plenamente com você Terezinha.
      escreve demais e diz quase nada e não duvido nadinha se ao lado do violão não tiver um pratinho de cadáveres fritos de camarão e ou aqueles pobres peixinhos pequeninos.

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    2. Caras Maria Célia, terezinhawinter e Claudete-SP certas em suas colocações. Esse Sr. esta pronto para entrar no BBB15: "polemitizador" e querendo holofotes. Conteudista sem ter conteúdo e tão preconceituoso quanto seus preconceitos.
      Aliás, como muitos que adoram uma polêmica para alavancar ibope que não possuem. Manjada...

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    3. É interessante observar aqui que, não obstante a introdução ao texto escrita pela Sheila, foi com poucas excessões, interpretado de forma reflexiva, como sugerido. Ainda não estamos conseguindo ter a tal da inteligencia emocional.

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  9. Enquanto o senhor divaga sobre a postura de alguns veganos, os animais continuam nos matadouros sofrendo os horrores que todos sabem.
    O que exatamente o senhor fez de prático até hoje para livrar os animais das torturas a que são submetidos? Escreveu livros? Deu palestras?? Quantos antivivisseccionistas o senhor formou até agora? Suas teorias e/ou práticas causou alguma mudança na experimentação científica?
    Se suas atividades não mudaram nada, sua prepotência é que não vai fazê-lo, um pouco de humildade também não lhe faria mal.
    Se a postura de alguns veganistas, como o senhor definiu alguns veganos, lhe causam mal estar, repugnância, saiba que seu texto poderá ocasionar o mesmo efeito, portanto, repito que um pouco de humildade lhe cairia muito bem.
    Claudia

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    1. claudete-SP08/02/2014 13:19

      depois de ler o texto fui procurar saber mais sobre ele e descobri que não tem nenhum livrinho escrito, não participou de nenhuma ação em defesa dos animais e ainda deve comer carne de montão, peixe ele não come porque diz não gostar do cheiro.
      Será que se tiver algum produto para eliminar o cheiro ele não se empanturra deles? .

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    2. Claudete, desculpa, mas, vc. procurou muito mal.... Começe por este link
      http://www.1rnet.org/

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    3. Sra Claudete, exponha sua opinião com base em argumentos e razão, sem apelar para suposições e ataque pessoal... Isso é deselegante... abs.

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    4. Entendendo a Experimentação em Animais, é basicamente o que passa o livro de Sérgio Greif em que Thales teve participação , A Verdadeira Face da Experimentação em Animais.
      Não querendo desmerecer o valor de Tháles, claro, mas gostaria de uma atitude mais direta, mais contundente em que as ações fossem tão importantes quanto as ações dos veganos que ele criticou e massacrou em seu texto, sem nenhuma necessidade, apenas porque não concorda com as atitudes de alguns.

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    5. A. Abrantes, ainda mais deselegante foi o ataque do DRº Thales, ah...desculpa, ele não gosta de ser rotulado, aos veganos que pejorativamente chamou de veganistas.
      Além disso, usou uma escapada da namorada vegana para exemplificar uma falha, o que é muito feio e muito desabonador.
      Quem sabe não levou um "toco" da mesma ?
      Ninguém é obrigado a seguir os passos de ninguém, mas ninguém tem o direito de apontar com tanta deselegância as falhas de outros e com tanta arrogância , pois corre o risco de se tornar igual ou até pior.
      Ingrid

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    6. De pleno acordo com você - Ele perdeu pontos ao usar o artigo para atingir a namorada. Entretanto, concordo com o restante do ponto sobre rotulagem desnecessária, que causa divisão no movimento e o enfraquece.

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  10. Por isso prefiro os textos do Sergio Greif , são mais coerentes como ativismo e não pretendem denegrir a imagem de qualquer grupo que seja,

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  11. Thales Trèz, sempre pensei sobre este assunto e deixei aqui vários comentários em postagens passadas versando neste tema- Veganista x vegan x vegetariano x bem-estarista. Entretanto, não coloquei com tanta clareza como no texto acima. Odeio rótulos, odeio o radicalismo nazi - fascista. Este foi o caminho adotado por, Hitler que assassinou milhares em nome de sua intolerância, e é por este caminho que seguem religiões que praticam coisas terriveis com humanos e não humanos. Há algum tempo, descrevi aqui uma experiencia desagradável que passei com uma (então) amiga, em um restaurante vegetariano que costume frequentar aqui em Londres - Um local gerenciado e frequentado pelos seguidores de Krishna. O bufê de comida indiana e vegetais é muito variado e barato, e já presenciei muitos moradores de rua sendo alimentados gratuitamente lá no dia da "prasadam". Bem, chegamos ao local, pegamos nossas bandejas e a primeira coisa que esta minha amiga "Veganista"falou em alto e bom som - OLHA ISSO AQUI! é feito com yogurte, não é vegano!!! esta torta aqui também! a moça Indiana detrás do balcão, olha para ela e responde com olhar meigo e calmo - Nós temos muitas opções "Vegan", do outro lado do balcão, estas duas opções são para aqueles que sentem necessidade de leite mas o leite vem das nossas vaquinhas no Ashram... Ela (irritada) falou, " mas isso está errado, não temos o direito de roubar o leite do bezerro e etc.." bem, os seguidores de Krishna atrás do balcão mantiveram seus olhares calmos e baixos e deixaram ela falar tudo que queria sem retrucar mais nada. Sentamos na mesa, um silêncio mortal entre nós, o almoço foi broxante, e na saída, fiz questão de mostrar à ela um cartaz onde lia-se "por favor, pedimos ajuda para as vacas do Sr. Krishna que são sagradas e vivem no Ashram com seus filhotes até seu desencarne natural..." Acho que hoje, depois de tanto observar radicalismo dentro do movimento, prefiro dizer que sou humana, tenho minha própria Filosofia e dieta, baseada no Bom-Senso e na compaixão do que dizer que sou vegana, vegetariana ou quaisquer outros "anas" dos rótulos supra-citados. Os Budistas são os não consumidores de carne mais iluminados que já conheci e nem consideram-se veganos... Obrigada pelo texto oportuno, Thales Trèz.

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  12. Em tempo: também me deparo com muitas pessoas babacas que seguem o vegetarianismo (por saúde, religião, ideologia etc.), opção alimentar não altera o caráter, e 'cracas' existem aos montões por este infeliz planeta independente do quer que sejam e acreditem.

    Mas, mesmo tendo que conviver com ''anos'' e ''istas'', "anti-anos'' e ''anti-istas'', o que me importa são os BICHOS; o resto por si se define.

    Nota: não sou vegana e nem 'veganista'.

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    1. Continuo afirmando que apelar para ofensas pessoais sem embasamento racional apenas reforça a questão abordada no texto.

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    2. Se 'embasamento racional' é declinar em sofismas, prefiro ser IRRACIONAL.

      Felizes são os bichos, que não aprenderam a ler.

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  13. Pq meu comentário não foi exibido?

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  14. fabiola ratton09/02/2014 19:22

    Eu não gosto de descrições anedóticas. Não vejo diferença nessas descrições que ele fez e naquelas que algumas pessoas fazem de protetores de cães e gatos, quando os descrevem como madames que não tem o que fazer, ou como pessoas loucas. Não entendi o motivo de ridicularizar veganos. Fanáticos existem em todos os lados, muita gente aqui já criticou esse blog por esse mesmo motivo, qdo se fez defesa de aranha morta em reality show, e até mesmo recentemente qdo se criticou um comercial e um vídeo, dizendo ser exagero. É fanatismo, ou se está defendendo os animais, todos sem exceção, da maneira que se entendeu correta? Percebi que muitos que acompanham esse blog poderiam entrar nesse conceito que ele deu de fascista, quando, p. ex. querem que criancinhas morram porque são todas uns monstros terríveis e mimados, mas na hora de se falar em veganismo, daí é ser fascista. Eu realmente não entendo porque um defensor dos direitos dos animais perde tempo em fazer um texto longuíssimo criticando pessoas que só não querem compactuar com a crueldade com animais. Ele encontrou veganos chatos? Fica sentido pq alguns não convivem com não veganos? Tudo bem, como eu disse existem fanáticos e chatos em todos os lugares, que pena que ele foi encontrar tantos deles entre veganos. Mas precisa colocar todo mundo no mesmo saco? Aliás, nem entendi onde se quer chegar com esse texto, quer dizer que é errado ser vegano? Que quem é vegano mas não resgata animais na rua, ou não faz protesto, ou sei lá o que ele acha que se deve fazer não presta? Eu entendo que lutar ao menos pelo bem-estar dos animais que vão morrer é um primeiro passo, exigir que se acabe a crueldade em criações e matadouros já é alguma coisa. Mas não entendo como podem achar que se pode fazer isso em grande escala. O que farão, p. ex, para que os bezerros machos que sobram da indústria leiteira tenham bem-estar? Matá-los com anestesia ao invés de vender como vitela? Minha sogra era uma pequena produtora de leite e perguntei para ela como era. Sim, as vacas ficavam soltas no pasto. Sim, os bezerros mamavam por um período mínimo e eram apartados só depois disso. Mas para desmamarem se colocava um ferro no nariz e os machos iam todos para o açougue. E certamente elas não morriam de velhice quando paravam de produzir. Isso é bem-estar? Acho que acreditar que se pode criar animais para consumo sem maltrata-los é mais utópico que sonhar com um mundo vegano... E, mais ainda, criar animais em grande escala sem causar desmatamentos e poluição. Se o hábito de consumo de animais e derivados não diminuir, em poucos anos será insustentável manter essa indústria. Então que bom que existem veganos, ora!
    Dito isso eu me pergunto outra coisa, porque na proteção animal se tem esse hábito de criar intrigas, rachas e brigas entre as pessoas que, em maior ou menor grau, querem a mesma coisa? Acha veganos chatos? Procure outra turma! Mas criticar alguém que está fazendo algo pelos animais, nem que seja só mudar sua dieta, só porque você não consegue deixar de comer sua pizza com queijo e se ofende quando vc é questionado por essa atitude, não acho nada construtivo para o movimento. Eu acho que o problema não são os vegans ou veganistas como queira, que ele encontrou, mas sim o quanto ele próprio se deixou afetar pelas críticas deles. Conheço muita gente assim, que fala de vegetarianos com ódio, porque no fundo se sente mal ao defender animais com unhas e dentes e depois almoçar um bife...

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    1. É isso aí, Fabíola, perfeita colocação. O que algumas criaturas não entendem e nunca vão entender, é que o ativismo pelos animais objetiva a libertação do jugo cruel a que foram relegados pelos humanos insanos. Essas, do senso comum, revelam nos seus discursos incongruentes, um ego idiota descambando para ataques pessoais. Não vejo união pela causa, somente distorções convenientes e desprovidas de lógica. Não consigo entender como alguns que se dizem defensores dos direitos dos animais possam justificar o bem-estarismo. Esse tipo de comportamento me faz lembrar daquela famosa frase do político bastante conhecido pelos seus disparates: ''Estupra mas não mata.'' , o que, na visão estreita e hipócrita dos bem-estaristas e seus defensores, seria "Mata mas não estupra.'' Só a insanidade exolica.

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  15. Eu sou vegana!!! E tenho consciência que a integridade da vida, o repeito e a liberdade de todos os animais é mais importante que quaisquer desavenças ou equívocos. Veganismo é AMOR !!! Amor por si mesmo e pelo próximo (lembrando que tudo o que vive é nosso próximo, o bacalhau inclusive). Amem mais !!! :+

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  16. O texto começa bem, as distinções parecem relevantes, mas ao contar anedotas caricatas, deixou de contemplar pessoas que caberiam na classificação. O problema do texto do Thales é que ele trata a ideia do veganismo como uma mera escolha de estilo de vida ou gosto, como só vestir-se de preto ou preferir música clássica a rock. O que talvez leve as pessoas a serem excessivamente contundentes é a real consciência da exploração animal. Ou mesmo humana. Vamos à velha e boa analogia com o nazismo: se soubéssemos que os judeus e ciganos e doentes estavam sendo tratados daquele modo e enviados a câmaras de gás, ainda assim deveríamos ter uma atitude blasé, leve, não impositiva? Deveríamos tratar o tema com serenidade, complascência apenas para não sermos chatos? Que bela forma de encarar a ética!
    Eneida.

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