25/11/2013

Chico vira documentário e avaliação diz que macaco sempre foi macho

O assunto rendeu matéria para o Discovery... pois é..... agora estão discutindo se é macho ou fêmea... affe!!!!!
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História do macaco-prego de São Carlos fará parte de série internacional.
Equipe do Animal Planet filmou o animal para exibição no canal Discovery.

Macaco Chico com dona Elizete
para filmagem dodocumentário
Foto: Flávia Giorgetti
A história do macaco-prego Chico, que há 37 anos é criado por uma família de São Carlos (SP), fará parte de uma série especial sobre animais silvestres que são tratados como bichos de estimação. Uma equipe do programa Animal Planet passou quatro dias na cidade para colher o material. O conteúdo será exibido em seis meses no canal Discovery. Chico, que foi retirado da dona em agosto após denúncia e 16 dias depois regressou ao lar por meio de decisão judicial, vive atualmente em um ambiente adaptado para ele na casa da aposentada Elizete Farias Carmona.

Os produtores iniciaram a captação de material na manhã de sábado (16). A ideia foi reconstruir a história de como Chico vivia, o que aconteceu para ser retirado do lar, o momento da volta e como o animal está hoje. Para isso, a dupla seguiu também para a base da Polícia Ambiental antes de encerrar
o trabalho, na segunda-feira (18).

O diretor do programa norte-americano e uma produtora que trabalha para o canal fotografaram e filmaram Chico juntamente com a dona. Durante os registros, foi possível constatar que o macaco é macho e não fêmea como divulgado em agosto pela Associação Protetora dos Animais (APA) de Assis (SP) para onde ele foi levado após ser retirado da família. Procurada, a ONG informou que o animal que saiu da sede era uma fêmea.

“Quando está próximo ao alambrado, ele abre as pernas e fica bem visível, não tem como contradizer, o órgão reprodutor dele é bem semelhante ao do ser humano. O produtor fotografou e filmou. Quando fica solto, no colo da dona, o rabo esconde, aí não dá para ver”, disse a veterinária Flávia Giorgetti. Ela e a bióloga Ariane Maria Leoni acompanham o caso de Chico desde que ele voltou para casa.

Em nota, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA), por meio de seu Departamento de Fauna (DeFau/CBRN), informou que acredita na idoneidade dos exames veterinários realizados no macaco pela APASS.

Macaco-prego Chico ficou separado de dona Elizete
durante 16 dias - Foto: Fabio Rodrigues/G1
Novo lar
Uma das determinações da Justiça para que o macaco retornasse a São Carlos era que tivesse um espaço adaptado para ele. Com isso, o ‘Recanto do Chico’ foi inaugurado no dia 7 de setembro com direito à festa para vizinhos e amigos.

O local, com 14 metros quadrados, foi construído baseado em normas do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e adaptado para ser montado nos fundos da casa de Elizete. O espaço conta com grades, puleiros, escadas e cipós para o animal poder se movimentar e ter um ambiente mais dinâmico.

“O retorno está sendo positivo pra ele porque está perto da família que ele gosta. Os donos pegam no colo, ele demonstra gestos de carinho”, relatou a bióloga. Segundo ela, o pelo do animal também está mais bonito e a dieta equilibrada. Frutas diversas, ovos cozidos e ração fazem parte do cardápio.

Macaca ganhou novo recinto para continuar vivendo
com família em São Carlos, SP (Foto: Felipe Turioni/G1)
O caso
O animal foi entregue à Elizete em 1976 por um caminhoneiro amigo da família. Conhecido como Chico, o bicho foi retirado pela Polícia Militar Ambiental após denúncias, no dia 3 de agosto último.

A separação do bicho da dona, divulgada pelo G1, ganhou repercussão internacional e internautas mobilizaram dois abaixo-assinados na web que pediam a volta da macaca. Os documentos on-line reuniram mais de 18 mil assinaturas. O caso foi divulgado no site do jornal norte-americano "The Washington Post", na BBC, Fox News, entre outros. A história também foi capa da revista Terra da Gente no mês de outubro.

Macaco-prego Chico é criado por família
de São Carlos há 37 anos (Foto: Fabio Rodrigues/G1)
Com a ajuda de um advogado, a família entrou na Justiça para tentar trazer o animal de volta durante o andamento do processo. O Ministério Público de São Carlos se comprometeu a acompanhar a adaptação do animal no novo lar no prazo de 60 dias. Uma decisão da juíza Gabriela Muller Carioba Attanasio determinou o retorno da macaco em até cinco dias após notificação à A Secretaria Estadual do Meio Ambiente. A notícia surpreendeu a dona, que até mudou o visual para receber o bicho. Chico voltou para a dona 16 dias depois.

De acordo com a legislação, manter um animal silvestre sem a devida autorização é crime contra a fauna. A pena prevê detenção de seis meses a um ano, além de multa. Contudo, a lei também prevê que, no caso de guarda doméstica de animal que não está ameaçado de extinção, o juiz pode deixar de aplicar a punição.

FONTE: G1

6 comentários:

  1. Conceição25/11/2013 11:39

    Mais uma vez eu parabenizo os ""18.0000"" internautas que """comovidos"" com a tristeza da "sra de idade" pediram a volta do pobre chico.
    O coitadinho estava tão bem com outros de sua espécie e agora volta a ficar sozinho.
    Reparem na foto que ela beija o coitado, a reação dele não é sorriso , é nervoso.
    CREDO, que judiação, lamentável.

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    Respostas
    1. Concordo com você!

      Triste demais ele voltar a viver sozinho.. sem outros de sua mesma espécie.. o que foi tirado dele por uma vida...

      Se essa senhora amasse ele de verdade, ia preferir vê-lo livre...

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  2. Concordo totalmente com você Conceição!
    Me dói muito ver que ele voltou a viver sozinho, sem outros de sua mesma espécie...
    Triste demais...
    Essas pessoas deveriam se colocar no lugar dele então, e pensarem como seria se vivessem toda a vida com macacos e não com outros humanos ... não faz sentido...
    Eu tinha ficado tão feliz em vê-lo com os outros macaquinhos prego, fazendo cafuné, interagindo com o que foi tirado dele por uma vida....
    Fico mais triste ainda em ver biólogos dizendo que ele está bem.... AFF!!!
    Ele estaria bem se estivesse vivendo na floresta com o seu bando...

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  3. É, naquele momento acreditei que era muita judiação separar o macaco da dona, mas depois, percebi o quanto estava errada, pois ele poderia estar convivendo com os seus num lugar maior e melhor.

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  4. Nossa! A responsabilidade dessa entidade onde o macaquinho Chico foi examinado é no mínimo questionável, não? Se foram tão incompetentes na avaliação do sexo do animal, procedimento simples no caso dessa espécie, fico pensando no que poderia acontecer com o bichinho se tivesse ficado por lá... Infelizmente o macaquinho foi retirado do seu habitat por um humano idiota e dado de presente a uma pessoa simplória que o criou por 37 anos (o que não é pouco!). Os longos anos de convívio doméstico altera o comportamento de qualquer animal selvagem, e a reintegração ao seu lugar de origem é muito difícil, na maioria dos casos conforme a espécie, impossível.

    É sempre bom lembrar aos inquisidores de plantão, que há casos e casos (obviedade ululante, não?), e se a preocupação é pertinaz assim e tão focada, saiam da hipocrisia e iniciem uma campanha pela demolição das casas, prédios e áreas urbanizadas, onde antes era o habitat de várias espécies da fauna e flora e deixem a Natureza livre para regenerar-se. Que tal começarem pelas próprias?

    Um dia ouvi de um amigo que é biólogo, a triste sentença: - Temo que num futuro muito breve, os únicos animais selvagens que sobreviverão a esta civilização, serão os criados em cativeiro.

    Pobre planeta...

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  5. Ana Lucia Nunes06/12/2013 20:07

    Terrível a decisão da nossa " injustiça " !
    O que as pessoas chamam de "amor", no meu dicionário tem o significado de EGOÍSMO.
    A atitude dele em destruir a coleira, demonstra que ele não era tão feliz como disseram.
    Serei repetitiva: lugar de animal silvestre é em liberdade, junto com os de sua espécie.
    É triste ver a qualidade das nossas leis e entidades de defesa e proteção aos animais, que devolveram ele para ela continuar a mantê-lo em cativeiro particular.
    Ao invés de se preocuparem em saber se é " Chico ou Chica ", deviam se preocupar com o seu bem-estar !!!

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