07/09/2013

Vereador apresenta solução para conter pombos - Curitiba


Nosso leitor Franco nos mandou a notícia e a charge.... Precisamos entender a necessidade de manter as cidades limpas e evitar a facilitação de alimento. Daí, o processo natural manterá o equilíbrio destas aves.
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É o segundo projeto de Zé Maria. Primeiro não foi sancionado.
Projeto de lei do vereador Zé Maria (PPS) prevê o controle e a diminuição da população de pombos na cidade. A intenção é reduzir a quantidade de pessoas contaminadas por doenças transmitidas pelas aves. Para o da iniciativa essa é uma questão de saúde pública. A bióloga Cláudia Staudacher, do Centro de Zoonoses de Curitiba, contesta o funcionamento e o objetivo da proposta.

Não é o primeiro projeto sobre o assunto que Zé Maria apresenta. O anterior foi aprovado, mas não sancionado pelo então prefeito Luciano Ducci. O parlamentar explica que as
aves seriam capturadas e colocadas numa espécie de container e levadas para espaço adequado. Lá seria alimentado de forma saudável, desverminado, esterilizado e depois devolvido ao meio ambiente. O vereador sugere parcerias com empresas que poderiam usar os containeres para publicidade.

Exagero
Para Cláudia Staudacher, chefe de Fauna Sinantrópica do Centro de Controle de Zoonoses de Curitiba, o projeto de lei apresenta falhas. O processo para desverminar o animal é contínuo. Se retornar ao meio ambiente, o processo é interrompido. Cláudia afirma que existe exagero em relação às aves e explica que para que as fezes sejam contaminadas e transmitam doenças é preciso ambiente favorável que tenha calor, umidade e seja escuro e fechado. As fezes dos animais, nas mesmas condições, podem ser contaminadas, mas as doenças são conhecidas como “doenças dos pombos”. Ela exemplifica dizendo que se fosse algo tão agressivo como algumas pessoas afirmam, o número de doentes seria enorme em locais públicos com concentração de pombos. Mas esses locais não apresentam o ambiente favorável para o desenvolvimento de fungos sobre as fezes.

Transmissão de doenças
A bióloga Cláudia Staudarcher destaca que a população de pombos é constante e está perdendo espaço em áreas públicas. Para ela, a melhor iniciativa é educar as pessoas. “Ao alimentar os bichos, se tornam escravos esperando uma migalha. A diminuição dos alimentos deve ser gradativa até que seja interrompida.” Para controlar uma espécie é preciso eliminar os quatro as: água, alimento, acesso e abrigo.

Os pombos podem transmitir doenças como salmonelose, psitacose, alergias além da histoplasmose e criptococose (veiculadas por fungos presentes nas fezes envelhecidas), provocando sérios danos à saúde humana.

3 comentários:

  1. É Sheila, essa é uma situação muito difícil. Principalmente porque quando as autoridades decidem tomar uma atitude o problema já saiu de controle. Também muitas cidades da Europa convivem com a superpopulação de pombos e geralmente o melhor é mesmo dosar a quantidade de comida disponível, oferecer comida com esterilizantes para diminuir a procriação e também manter os logradouros limpos, já que são as fezes velhas que provocam os maiores problemas. Em alguns lugares se vc quer alimentar os pombos tem que comprar uma “ração especial” (já com esterilizantes) oferecida pelas prefeituras nos parques e praças.

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  2. Não acredito e nem confio mais em político nenhum. São todos exagerados, mentirosos e trapaceiros. Quem garante que os bichinhos não serão mortos de forma cruel, como por exemplo, alvo para tiros?

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  3. Fádua - POA14/09/2013 13:39

    Educação ambiental, entendimento do relação sistêmica dos ecossistemas. É isso que resolve. Quando as pessoas entenderem o porquê não se deve alimentar os pombos e sua relação com a fauna nativa, isso irá mudar. A desculpa da doença é estapafúrdia, o controle é necessário para o equilíbrio do ecossistema.

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