22/05/2013

Vender ou não vender: uma falsa questão... a autora da matéria pode estar certa....

Olha, gente, eu posso estar enganada, mas, lamento dizer que, mesmo que seja assinada pelo Prefeito de Salvador a lei que proíbe a venda de animais nos estabelecimentos, as pets daquela cidade poderão recorrer ao judiciário e conseguir alvará para continuar a venda , alegando zilhões de razões, inclusive o da própria prefeitura que permitiu o comerciante abrir sua loja para este tipo de comércio.... Além do mais, bicho ainda é "coisa" dentro da lei e tem propriedade.... é difícil mudar isto com uma simples lei.

O que acho que se pode fazer, TRANQUILAMENTE, é evitar este comércio com imposições/exigências administrativas que levem o comerciante a evitar tal venda, entendem? E isto, COMO SEMPRE FALO AQUI, se consegue com o executivo e não com legislativo.... Eita, que ando de saco cheio de repetir e as pessoas, que não gostam de ler, continuam achando que político pode resolver tudo!!!! haja paciência!!!!



A Câmara Municipal de Salvador aprovou projeto de lei que proíbe a venda de cães e gatos em pet shops. O debate já tomou as redes sociais e deve chegar a outras cidades.

O autor do projeto, vereador Marcell Moraes (PV), diz que a intenção é coibir
maus-tratos. Segundo ele, os animais ficam expostos em gaiolas pequenas, frias ou abafadas, e são oriundos de verdadeiras "fábricas de filhotes", nas quais os reprodutores são mantidos em péssimas condições.

Sou uma apaixonada por vira-latas e defensora incondicional da adoção de animais. Mas fico me perguntando em que medida banir a venda de filhotes em pet shops melhora, de fato, a situação dos bichos -única preocupação que deve nortear este debate, independentemente do bolso de quem quer que seja.

Pet shops são estabelecimentos com endereço fixo, passíveis de fiscalização e punição. Por que os vereadores não criam regras para melhorar as condições nesses locais?

Impedi-los de vender os bichos equivale apenas a riscar da cadeia produtiva a figura do intermediário, porque, enquanto houver consumidor, as tais fábricas de filhotes darão um jeito de escoar sua mercadoria. Será que cães e gatos ficarão em melhor situação nas feiras clandestinas, dentro de porta-malas?

Por fim, se há quem saiba que criadores funcionam sem condições mínimas, o que está esperando para denunciá-los ao poder público com seus nomes e endereços?

Por tudo isso, não vejo de que forma a proibição da venda de animais possa resultar em estímulo à adoção, como declarou o vereador. O tiro pode é sair pela culatra.

Estimular a adoção requer que se gaste tempo e dinheiro mostrando às pessoas a lotação dos abrigos, as mazelas do abandono e a necessidade de castrar e "microchipar" precocemente os animais --vendidos, adotados, doados... pouco importa. É hora de legislar a respeito da raiz do problema.
_____
Sílvia Corrêa cursou jornalismo e veterinária. Trabalhou por 13 anos na Folha e, depois, nas principais emissoras de televisão do país. Escreve aos domingos, a cada duas semanas, na revista 'sãopaulo'.

Fonte: Folha de São Paulo
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NOTA IMPORTANTE:
A leitora Fabiola nos mandou a lei de Curitiba que vai de encontro ao que falei. Tem tantas exigências que o comerciante prefere não vender os animais. Perfeita. Quem quiser ler CLIQUE AQUI

6 comentários:

  1. Sheila, dê uma olhada na lei de Curitiba. Aqui muitos dos chamados aviários, que vendiam todo tipo de bicho, foram fechados e não se vê mais pet shops vendendo filhotes. A fiscalização tb estava em cima de criadores clandestinos. Agora nessa nova gestão não sei como vai ser, mas temos fundamentação legal para exigir atuação dos fiscais...
    http://www.legisweb.com.br/legislacao.php?id=174265

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    1. Fabíola, a lei de Curitiba é perfeita. Cria tantas exigências que o comerciante prefere não vender animais.... é isto que falei na postagem.... Esta sua informação virou ponto de referência para mim. Muuuuito boa!!!!! e parabéns a quem deu assessoria ao vereador que a apresentou.
      obrigado pelo envio. Vou publicar na postagem.
      bjs

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  2. Concordo com cada palavra do que está escrito na postagem e com o comentário da leitora. A solução não é a proibição da venda, que acabaria por estimular ainda mais a venda clandestina. A solução está em fiscalizar, marcar firme "em cima" do comércio de animais de estimação para dificultar este mercado e desestimular a venda através do pouco lucro e acabar com as fábricas de fundo de quintal.

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  3. - Se, sómente as Leis resolvessem problemas, não teríamos como por exemplo o jôgo do bicho em todo território nacional...

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    1. Tb acho, Neide. É por isso que a população deve fazer sua parte tb. O povo tem que denunciar mesmo, ficar em cima e cobrar. Agora sem a lei não tem base para fazer isso, não é?

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  4. Ana Lucia Nunes23/05/2013 17:49

    Excelente lei curitibana ! É dessa foma que o primeiro passo é dado. Quando se tem uma lei séria, o povo começa a respeitar.
    Sabemos o quanto ainda temos que avançar, mas quantas pessoas defendiam a causa animal no passado ? Hoje, embora ainda sejamos chamados de "ecochatos", somos milhões de vozes ouvidas no mundo.

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