27/12/2012

Famosas oferecem apoio a elefantas que serão sacrificadas

As elefantas Baby e Nepal vivem há mais de 10 anos no zoológico de Lyon, onde são uma das maiores atrações. .
As elefantas Baby e Nepal
A lista de defensores de duas elefantas que devem ser sacrificadas nas próximas semanas, na França, não para de aumentar. Depois da ex-atriz Brigitte Bardot, agora foi a vez de a princesa Stéphanie de Mônaco oferecer apoio à direção do circo Pinder, dono dos animais, que devem ser mortos por suspeita de tuberculose.O caso causou comoção na
França nos últimos dias. As duas fêmeas, Baby e Nepal, de cerca de 40 anos, vivem há mais de 10 anos no zoológico de Lyon. Mas quando uma terceira elefanta morreu por tuberculose, no início de dezembro, o governo da região ordenou que as duas outras fossem sacrificadas, já que a tuberculose pode ser transmitida de animais para humanos.O diretor do circo, Gilbert Edelstein, recorreu à Justiça pedindo mais tempo para a realização de novos exames. A Associação Circense Europeia ofereceu seus veterinários para os testes, porém o juiz do tribunal administrativo de Lyon confirmou a decisão pela eutanásia dos animais.Neste intervalo, o caso ganhou notoriedade no país e milhares de pessoas protestam, pela internet, contra a morte das elefantas, pedindo inclusive a graça presidencial ao presidente François Hollande. Na segunda-feira, a fundação de defesa dos animais Brigitte Bardot, aberta pela atriz francesa, se ofereceu para receber os dois animais. Em uma carta aberta destinada à administração regional, a entidade pediu para receber as elefantas e oferecer “um fim de vida digno” a elas, “em um parque de quarentena onde elas poderão ser tratadas sem risco de contaminação a outros animais ou ao público”.Insatisfeito, Edelstein entrou com um recurso contra a sentença no Conselho de Estado. Ele garante que testes já realizados afirmam que, em 2010, Nepal não possuía a doença e Baby, depois de obter um resultado “duvidoso”, foi submetida a novos exames que confirmaram a ausência da tuberculose. A Justiça estabeleceu que “a inocuidade dos animais não pode ser estabelecida in vivo de uma forma certeira”.A execução da ordem judicial não tem uma data definida, mas deve ocorrer ainda em janeiro.

Fonte: RFI

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