17/09/2012

Exclusivo: Leitora nos fala sobre os rikchas do Central Park

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Demos um passo à frente. Digo isso porque percebi, em minha última estada em NYC, há poucos dias atrás, algo que chamou positivamente minha atenção: rikcha para fazer turismo no Central Park.

Resolvemos, eu e meu marido, pegar um e fazer uma experiência do bem. Nosso ciclista e condutor foi um simpático jovem de origem indiana, que muito alegre e falante, fazia piada e dizia que ali estava um “ eco X6”! O rikcha estava limpo, seguro, confortável e fiscalizado pela Prefeitura. 

O passeio foi agradabilíssimo, muito envolvente e com todos os pontos turísticos do Central Park sendo apontados e descritos com muita segurança e conhecimento.

Paramos para tirar tradicionais fotos na tal fonte que aparece na abertura da série Friends!, na ponte onde são fotografados os nubentes e tudo aconteceu sem que cavalos fossem usados e submetidos a tudo aquilo que todo protetor e defensor da Causa Animal conhece e repudia.

Pois bem, devemos agora iniciar um campanha pedagógica e esclarecedora abordando que não é mais necessário usar, e abusar, de animais para conhecer o Central Park. Temos um meio de transporte não poluente, compatível com o século 21 e que, com charme campestre, clima amigável e competência, cumpre a função sem que animais sejam humilhados e fiquem a serviço de possíveis maus-tratos.
Paula Regina.

10 comentários:

  1. Claro!!!Para que explorar os pobres animais?!!!

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  2. Paula, voce tem ideia para onde serao levados os cavalos desativados desse trabalho escravo? A ideia dos rikchas eh fantastica. Mas estou curiosa com o destino dos cavalos.
    Abracos
    Dora

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  3. Dora Querida, não sabeia te responder. Pelo que sondei com o rapaz do rikcha, a situação das charretes no Central Park não tem dia para findar, infelizmente.
    Ele me disse que chegou a acompanhar umas manifestações contra as charretes, mas que, pela questão do emprego dele, os rikchas costumam a não manisfestarem-se (não o culpo, pois eles trabalham lado-a-lado e qualquer um de nós aqui sabe o que poderia ocorrer numa discussão).

    Agora, é nítido - e eu vibrei de alegria com a percepção! - que os charreteiros estão fulos da vida com os rikchas. E os jovens condutores tem tudo para emplacar e vermos, em definitivo, essas carruagens malditas sumirem dali. Foi dado um passo e que deve ser enaltecido sempre.

    Cheguei a ver um condutor brasileiro numa carruagem e, como Manhattan estava coalhada de brasucas, creio eu que a charrete dele foi uma das mais concorridas, para tristeza minha.

    E é aí que nossa luta deve estar e agir. Eu, infelizmente, não peguei nenhum brasileiro entrando nessas carruagens, porque eu iria abordá-los e pedir que não incentivasse tal estupidez.

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  4. Estive em NY em 2009, e cheguei a andar em um rikcha pelo Central Park, cujo ciclista era um jovem universitário do Tadjiquistão que, igualmente, foi muito simpático e proporcionou a mim, ao meu pai e à minha irmã um passeio extremamente agradável e cultural pelo parque. E confesso que estou surpresa com essa matéria, pois, graças a Deus, não vi NENHUMA charrete sequer andando pelo Central Park! Não sei se isso tem alguma correlação com o período do ano em que eu estive lá: no inverno. Mas como não vi nenhuma, imaginava que essas charretes nem mais existiam por lá. Pelo menos agora temos a certeza de que, se estas malditas charretes não se extinguiram completamente, estão certamente com os dias contados.

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    1. Cara Janayna, as charretes ou carruagens estão, infelizmente, presentes no entorno do Central Park, ainda.
      Na segunda foto, voce vê em primeiro plano a tal carruagem puxada por um pobre cavalo e mais a frente um rikcha e, obviamente, o rikcha que eu tirei as fotos.

      O que antes era um punhadinho (os rikchas), agora são centenas e foi isso que me deixou feliz. Que as pessoas tenham a opção consciente de fazer um tour pelo parque sem ser nessas carruagens.

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    2. Nossa Paula, e eu realmente estava bem feliz achando que essas charretes tinham sido completamente erradicadas do turismo por lá. Mas que bom saber que isso é, pelo menos, uma realidade muito próxima! Acho que só o fato de eu não ter visto nenhuma, e você ter visto muito poucas na sua última estadia por lá, já é um grande avanço e motivo para comemorarmos! Espero que essa conscientização se multiplique, e que a ótima idéia dos alegres e descontraídos rikchas se espalhem em todos os locais onde ainda se faz turismo em cima da humilhação e maus tratos infligidos aos cavalos nestas charretes.

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  5. Galera isso é muito legal, né? Olha aí a solução para as cidades Brasileiras que insistem na tal da charrete como passeio turístico...
    Para quem estiver interessado, a ONG responsável por esta mudança maravilhosa chama-se NYCLASS e existe um movimento já há muito tempo com petições e envio de e-mails para a prefeitura de NYC, por isso agora estamos vendo os resultados. Os endereços e contatos seguem abaixo, para quem estiver interessado em participar do movimento online ou quiser obter mais detalhes.

    Allie Feldman, Lead Organizer
    NYCLASS
    39 Broadway
    Suite 1540
    New York, NY 10006
    212-626-6991
    www.nyclass.org

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    1. Pois é, cara Áurea, minha felicidade foi ver e sentir que quando há vontade, desejo e, principalmente, um trabalho bacana por trás, as coisas tendem a mudar e as pessoas a quebrar paradigmas.

      Hoje há mais rikchas que carruagens! E isso foi o mais glorioso.
      Contudo... é necessário de se ter, ainda, o incentivo, o esforço e a vontade de continuar a fazer propaganda, uma lavagem cerebral, espalhar essa conduta para que as charretes evaporem dali.

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    2. Então Paula RB, a gente pode ajudar daqui mesmo do Brasil, para que mais parlamentares apóiem a lei 86 que vai banir de vez todas as charretes e aposentará os cavalos! é só assinar a petição que está disponibilizada no website da www.nyclass.org beijão!

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